Nova Lei fortalece direitos e segurança do paciente no atendimento em saúde
A recente publicação da Lei nº 15.378, em abril de 2026, reforça a posição do paciente como protagonista no processo de cuidado em saúde. A norma estabelece que nenhum procedimento deve ser realizado sem a clara compreensão do paciente sobre o diagnóstico, os riscos e as alternativas disponíveis.
No contexto de Mato Grosso do Sul, essa transformação já é evidenciada pela atuação do Núcleo Estadual de Segurança do Paciente (Negesp) e a expansão dos 21 núcleos municipais dedicados a promover práticas seguras. Essas estruturas buscam garantir que o paciente tenha acesso a informações claras e participe das decisões que envolvem seu tratamento.
Entre os principais avanços trazidos pela lei está o direito formal à recusa informada. Isso permite que o paciente possa optar por não aceitar determinados procedimentos, desde que esteja plenamente informado sobre as consequências. Essa mudança fortalece a autonomia individual e reforça a ética no atendimento.
Além disso, o papel do acompanhante passa a ser mais valorizado, não só como suporte emocional, mas também como agente que pode questionar e assegurar a aplicação dos protocolos de segurança. Em Mato Grosso do Sul, essa perspectiva se integra à cultura de segurança, que inclui a adoção de protocolos assistenciais para doenças como infarto agudo do miocárdio, com foco na padronização e agilidade do atendimento.
O Negesp atua como referência para a capacitação das equipes de saúde e o monitoramento dos indicadores relacionados à segurança. A coordenadora Eduarda Tebet destaca que a participação conjunta de gestores, profissionais e pacientes é essencial para reduzir falhas e elevar a qualidade do cuidado.
Ferramentas internacionais, como o checklist de cirurgia segura da Organização Mundial da Saúde, já são adotadas em unidades de Mato Grosso do Sul, contribuindo para a redução da mortalidade cirúrgica. De maneira semelhante, protocolos para o cuidado neonatal têm mostrado impacto positivo na diminuição da mortalidade perinatal.
Com a implementação da nova lei, o movimento Abril Amarelo ganha ainda mais importância ao evidenciar que segurança no atendimento depende também do diálogo transparente e do respeito às escolhas do paciente. Assim, o Brasil avança rumo a um modelo de saúde mais humanizado e centrado no cidadão, que deixa de ser um mero espectador para assumir um papel ativo em seu tratamento.
Resumo da Notícia
Resumo editorial produzido pela plataforma com apoio de inteligência artificial.