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Netanyahu autoriza patriarca latino a entrar no Santo Sepulcro após bloqueio

Primeiro-ministro israelense reverte proibição e garante celebrações religiosas na Igreja do Santo Sepulcro em Jerusalém

Acesso garantido a locais sagrados

A liberação imediata do acesso à Igreja do Santo Sepulcro reforça a importância de preservar a liberdade religiosa mesmo em situações de segurança delicadas. Medidas de proteção em locais sagrados buscam equilibrar a segurança pública com o direito à prática religiosa, impactando diretamente comunidades de diferentes crenças e contribuindo para a manutenção da paz social em áreas de conflito.
Cardinal Pierbattista Pizzaballa, the Latin Patriarch of Jerusalem, sits in the Church of All Nations on the day of a prayer service to mark Palm Sunday, following the cancellation of the traditional Palm Sunday procession from the Mount of Olives, amid restrictions on gathering in large groups and the U.S.-Israeli conflict with Iran, in Jerusalem, March 29, 2026. REUTERS/Ammar Awad/Pool     TPX IMAGES OF THE DAY
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O primeiro-ministro israelense, Benjamin Netanyahu, anunciou nesta segunda-feira (30) que o patriarca latino de Jerusalém teria acesso imediato à Igreja do Santo Sepulcro, depois de ter sido impedido pela polícia de entrar para celebrar a missa do Domingo de Ramos, o que gerou indignação internacional. 

"Embora compreenda essa preocupação, assim que tomei conhecimento do incidente com o cardeal Pizzaballa, instruí as autoridades a permitirem que o patriarca realizasse as celebrações religiosas de acordo com o seu desejo”, afirmou Netanyahu.

"Não houve absolutamente nenhuma intenção maliciosa, apenas a preocupação em garantir a segurança do cardeal", escreveu o gabinete do primeiro-ministro.

"No entanto, considerando que a Semana Santa está começando para os cristãos de todo o mundo, as forças de segurança israelenses estão elaborando um plano para permitir que os líderes religiosos orem (no Santo Sepulcro) nos próximos dias", frisou. Israel pediu aos fiéis cristãos, judeus e muçulmanos que "se abstenham temporariamente" de visitar os locais sagrados da Cidade Velha por razões de segurança, afirmando que "os locais sagrados das três religiões monoteístas em Jerusalém" foram recentemente alvos de "mísseis balísticos" disparados do Irã.

"Como resultado, e pela primeira vez em séculos, os chefes da Igreja foram impedidos de celebrar a missa do Domingo de Ramos na Igreja do Santo Sepulcro", lamentou um comunicado conjunto divulgado nesse domingo (29) pelo Patriarcado Latino de Jerusalém e pela Custódia da Terra Santa.

O cardeal Pierbattista Pizzaballa e o custódio Francesco Ielpo, chefe dos Franciscanos da Terra Santa, "foram impedidos de prosseguir viagem e obrigados a regressar", acrescentou o comunicado, classificando o ato como "grave precedente" que demonstra "falta de consideração pelos sentimentos de milhares de pessoas em todo o mundo que, esta semana, voltam os seus olhares para Jerusalém".

No início da ofensiva liderada pelos Estados Unidos contra o Irã, em 28 de fevereiro, as autoridades israelenses proibiram grandes aglomerações em sinagogas, igrejas e mesquitas, principalmente a Mesquita de Al-Aqsa — o terceiro local mais sagrado do Islã — durante o mês sagrado do Ramadã, e limitaram as reuniões públicas a aproximadamente 50 pessoas.

A polícia justificou a decisão citando o traçado da Cidade Velha e dos locais sagrados, uma "área complexa" que dificulta o acesso rápido dos serviços de emergência em caso de ataque, "representando, por isso, risco real para vidas humanas".

Em meados de março, destroços de mísseis e interceptadores caíram na Cidade Velha, particularmente perto da Mesquita de Al-Aqsa e da Igreja do Santo Sepulcro, após ataques iranianos.

Resumo da Notícia

O primeiro-ministro de Israel, Benjamin Netanyahu, assegurou o acesso imediato do patriarca latino de Jerusalém à Igreja do Santo Sepulcro após bloqueio que impediu a celebração da missa do Domingo de Ramos, provocando protestos internacionais. A restrição, motivada por preocupações de segurança diante de ataques com mísseis na região, gerou críticas e foi considerada um precedente grave por autoridades religiosas. Netanyahu explicou que a medida não teve intenção maliciosa e anunciou um plano para garantir a oração dos líderes religiosos durante a Semana Santa. As restrições a aglomerações em locais sagrados, incluindo sinagogas, igrejas e mesquitas, foram implementadas para proteger visitantes em meio a tensões crescentes na Cidade Velha de Jerusalém, marcada por incidentes recentes envolvendo ataques iranianos.

Resumo editorial produzido pela plataforma com apoio de inteligência artificial.

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