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Nenhum brasileiro solicitou ajuda para sair do Irã, diz embaixador

Embaixador afirma que comunidade brasileira no Irã é pequena e não há pedidos de assistência para deixar o país

Segurança de brasileiros no Irã

Apesar das tensões militares recentes no Irã, a ausência de pedidos de ajuda por parte de brasileiros indica que a comunidade local permanece segura e pouco impactada. O monitoramento constante pelo governo brasileiro visa garantir a proteção dos cidadãos e avaliar mudanças na situação diplomática, ressaltando a importância de acompanhar regimes complexos para antecipar possíveis desdobramentos políticos e suas consequências práticas.
Smoke and dust rise after an Israeli strike on Beirut's southern suburbs, following an escalation between Hezbollah and Israel amid the U.S.-Israeli conflict with Iran, Lebanon, March 2, 2026. REUTERS/Mohamed Azakir
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O embaixador do Brasil em Teerã, André Veras Guimarães, disse que nenhum brasileiro solicitou auxílio para deixar o Irã, país no Oriente Médio alvo de ataques dos Estados Unidos e aliados no fim de semana.

De acordo com Guimarães, a comunidade brasileira no país é pequena, cerca de 200 pessoas, de famílias constituídas de mulheres brasileiras que se casaram com iranianos.

“Não temos nenhuma notícia de brasileiros que tenham sido vítimas de um ataque”, disse, nesta segunda-feira (2), em entrevista ao programa Alô Alô Brasil, da Rádio Nacional.

“Temos um grupo de WhatsApp que funciona intermitentemente, segundo a liberação ou não da internet aqui. Mas eles já teriam se comunicado com a gente se fosse necessária alguma assistência”, acrescentou.

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O único caso de brasileiro que já deixou o Irã é de um treinador de futebol que saiu, por meios próprios, pela fronteira com a Turquia.

O embaixador explicou que a orientação do governo brasileiro é dar assistência aos seus cidadãos, proteger a equipe da embaixada e informar tudo que está acontecendo para que as avaliações sejam feitas. Segundo Guimarães, ainda é “muito cedo” para pensar em retirar toda a equipe do país.

“A cada momento, na verdade, a gente tem que avaliar e sentir se há condições de permanência. Até agora, os objetivos [dos ataques] são militares, governamentais. Não há falta de energia, de água, os mercados ainda estão abastecidos, pouquíssimas pessoas nas ruas. Então, ainda é possível [permanecer em Teerã], mas existe sempre o risco do efeito colateral”, relatou.

Ainda assim, segundo o embaixador, o momento é “de muita apreensão, muita tensão e uma certa ansiedade”.

“Os ataques são diários. Agora mesmo estão atacando, atacaram há 1 hora, sempre com ataques muito violentos, bombas muito potentes".

O objetivo dos ataques, conta o embaixador, é atingir estruturas do exército, da Guarda Revolucionária, do Estado iraniano",  "mas nunca fica certo qual prédio tem relação com qualquer um desses objetivos”, explicou.

Na avaliação de André Veras Guimarães, é muito difícil acreditar que esses ataques consigam tirar o atual regime iraniano do poder, como quer o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump.

“O sistema ele é muito bem estabelecido, muito enraizado e não me parece, estando aqui e observando, seguindo a política deles, que isso fará o regime cair”, disse.

O embaixador relembra que é um sistema construído ao longo de quatro décadas, "com mecanismos que constam da Constituição para substituição de autoridades e isto vai ser empregado agora".

O líder supremo do Irã, o aiatolá Ali Khamenei, foi assassinado durante a agressão militar dos Estados Unidos e Israel contra o país persa, no último sábado (28). No domingo (1º), foi anunciada a formação de um órgão colegiado para substituir Khamenei.

Resumo da Notícia

O embaixador brasileiro em Teerã, André Veras Guimarães, informou que nenhum cidadão brasileiro pediu ajuda para deixar o Irã, apesar da tensão causada por ataques militares recentes no país. A comunidade local é reduzida, composta principalmente por mulheres brasileiras casadas com iranianos, e não houve relatos de brasileiros afetados pelos conflitos. Um treinador de futebol brasileiro deixou o país por conta própria pela fronteira com a Turquia. O governo mantém monitoramento constante da situação e avalia periodicamente as condições para a permanência da equipe diplomática, destacando que os impactos ainda são limitados a alvos militares. O embaixador ressaltou a complexidade do regime iraniano, prevendo que os ataques dificilmente provocarão sua queda imediata, e afirmou que o sistema político possui mecanismos constitucionais para substituição de autoridades. A recente morte do líder supremo Ali Khamenei resultou na criação de um órgão colegiado para sua substituição, aumentando a apreensão local sem afetar diretamente a comunidade brasileira.

Resumo editorial produzido pela plataforma com apoio de inteligência artificial.

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