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Crédito da imagem: © Valter Campanato/Agência Brasil

Mulheres protestam contra a violência de gênero em várias capitais brasileiras

Manifestações pelo Dia Internacional da Mulher destacam a luta contra feminicídios e por direitos iguais

Impacto das Mobilizações Femininas

As manifestações no Dia Internacional da Mulher evidenciam a urgência de políticas públicas eficazes contra a violência de gênero. Essas ações fortalecem a conscientização social, pressionam por mudanças legais e promovem maior segurança e igualdade para as mulheres, refletindo diretamente na redução de agressões e no fortalecimento dos direitos femininos em todo o país.
Brasília (DF), 08/03/2026 Ato 8 de Março – Dia Internacional das Mulheres em Brasília. Foto; Valter Campanato/Agência Brasil
© Valter Campanato/Agência Brasil

Mulheres de todo o Brasil foram às ruas neste domingo (08) em protestos pelo Dia Internacional da Mulher. Manifestantes ocuparam a Avenida Atlântica, em Copacabana, no Rio de Janeiro e também a Avenida Paulista, em São Paulo. Já em Brasília, o ato percorreu da Funarte ao Palácio do Buriti.

Em Belo Horizonte (MG), 160 cruzes foram colocadas na Praça da Liberdade, no Centro, representando as mulheres que foram vítimas de feminicídio no estado de Minas Gerais em 2025 e 2026. A última vítima foi morta a facadas, na cidade de Santa Luzia, em pleno Dia Internacional da Mulher.

"Cada cruz simboliza uma história interrompida, uma família marcada pela violência e uma falha coletiva na proteção dessas vidas. A proposta é que o 8 de março seja também um dia de denúncia e mobilização, lembrando que não há o que celebrar enquanto mulheres continuam sendo assassinadas pelo simples fato de serem mulheres", declarou o coletivo Casa das Marias, responsável pela instalação.

O Centro da capital mineira também recebeu uma marcha contra a violência de gênero. Diversas participantes levaram cartazes com frases como "criança não é esposa” em protesto contra a decisão do Tribunal de Justiça de Minas Gerais (TJMG), que inocentou um homem de 35 anos acusado de violentar uma menina de 12 anos. Os desembargadores justificaram que ambos viviam um relacionamento amoroso. A decisão foi reformada, após grande mobilização popular.

Uma performance artística também marcou a manifestação em Porto Alegre (RS). Integrantes de um grupo teatral marcharam segurando sapatos femininos manchados com um líquido que simulava sangue. Os calçados simbolizaram as vítimas de feminicídio do estado, e as integrantes do grupo também gritaram seus nomes, enquanto caminhavam.

Em Salvador (BA), o protesto foi convocado com o mote: “Mulheres vivas, em luta e sem medo: por democracia com soberania, pelo Bem Viver, fim do feminicídio e da escala 6×1”. As manifestantes se concentraram no Morro do Cristo e caminharam até o Farol da Barra, empunhando cartazes e gritando palavras de ordem.

Uma manifestação também foi realizada em Belém (PA), reunindo centenas de mulheres, principalmente integrantes de coletivos feministas. O protesto saiu da Escadinha da Estação das Docas e percorreu diversas ruas do Centro da capital paraense.

“Historicamente, 8 de março é dia de luta, de reflexão, de ir às ruas protestar e pedir por políticas públicas. Nós queremos igualdade de gênero, combater a violência contra a mulher, o feminicídio, a violência vicária e tantas outras violências que acometem nós mulheres”, declarou Vanessa Albuquerque, presidenta da Rede de Mulheres da Amazônia.

Resumo da Notícia

No Dia Internacional da Mulher, milhares de brasileiras se mobilizaram em diversas cidades para denunciar a violência de gênero e exigir políticas públicas eficazes. Em locais como Rio de Janeiro, São Paulo, Brasília, Belo Horizonte, Porto Alegre, Salvador e Belém, os protestos reuniram manifestações artísticas, marchas e instalações simbólicas que reforçaram a urgência do combate ao feminicídio e outras formas de agressão contra mulheres. Em Minas Gerais, cruzes representam as vítimas fatais, enquanto decisões judiciais controversas motivaram críticas e mobilizações populares. As vozes unidas pedem igualdade, segurança e respeito, reafirmando que a data é também um momento de resistência e conscientização social em todo o país.

Resumo editorial produzido pela plataforma com apoio de inteligência artificial.

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