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Crédito da imagem: © MST/Divulgação

Mulheres do MST ocupam latifúndios em defesa da reforma agrária

Movimento realiza ações em sete estados para combater violência de gênero e crimes no campo

Impacto das lutas rurais femininas

A mobilização das mulheres do MST destaca a importância da reforma agrária para a justiça social e o desenvolvimento sustentável, além de evidenciar a urgência no combate à violência de gênero no campo. Essas ações fortalecem a participação feminina na política rural, influenciando políticas públicas e promovendo maior fiscalização sobre práticas ilegais em terras, o que pode gerar melhorias nas condições de vida e trabalho das comunidades afetadas.
Araguatins (TO), 10/03/2026 - Mulheres Sem Terra realizam mobilização pela Reforma Agrária e contra as violências pelo Brasil. Foto: MST/Divulgação
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Em defesa de uma reforma agrária popular e contra a violência de gênero, mulheres do Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem Terra (MST) ocupam, desde o último dia 8, latifúndios em sete estados: Rio Grande do Sul, São Paulo, Espírito Santo, Goiás, Pernambuco, Piauí e Tocantins.

A ação faz parte da Jornada Nacional de Lutas das Mulheres do MST. De acordo com o movimento, as nove propriedades ocupadas são latifúndios onde ocorreram crimes como prática do trabalho escravo, grilagem de terras ou devastação ambiental.

“A jornada tem expressado aquilo que pode ser as mulheres organizadas enfrentando os crimes do latifúndio e também enfrentando essa escalada de violência contra as mulheres, legitimada muito por esse discurso conservador e pelo avanço da extrema direita em nossa sociedade”, destacou Ayala Ferreira, da coordenação nacional do MST.

Além das ocupações, a jornada também tem feito marchas, bloqueios de estradas e atos pedindo reforma agrária e o fim das violências. As ações ocorreram em 13 estados e 23 municípios.

"Nós estamos, nesse exato momento, em processos de ocupação de latifúndios, de bloqueio de rodovias, de marchas, em processos de diálogos e de formação com outras companheiras e companheiras de outros movimentos urbanos e também rurais, tentando expressar o que pode ser a capacidade de organizar e de resistir das mulheres da classe trabalhadora”, acrescentou Ferreira.

Resumo da Notícia

Mulheres do Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem Terra (MST) protagonizam uma série de ocupações em latifúndios localizados em sete estados brasileiros, reivindicando a reforma agrária e o combate à violência contra as mulheres. As áreas escolhidas têm histórico de irregularidades como trabalho escravo, grilagem e danos ambientais. Além das ocupações, as ações incluem marchas, bloqueios de estradas e manifestações em 13 estados e 23 municípios, buscando fortalecer a organização feminina e enfrentar a escalada de violência legitimada por discursos conservadores. A iniciativa faz parte da Jornada Nacional de Lutas das Mulheres do MST, que reforça a união entre movimentos urbanos e rurais em prol dos direitos da classe trabalhadora.

Resumo editorial produzido pela plataforma com apoio de inteligência artificial.