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Crédito da imagem: © Marla Galdino/Divulgação/Ministério das Mulheres

Movimento feminista protesta contra violência e escala 6x1 no trabalho

Articulação Nacional da Marcha de 8 de Março reúne pautas contra opressões e pela democracia

Impactos da Marcha de 8 de Março

A mobilização nacional destaca questões essenciais que afetam diretamente a vida das mulheres, como a violência, desigualdades sociais e direitos reprodutivos. As reivindicações buscam influenciar políticas públicas para melhorar condições de trabalho, combater discriminações e promover justiça social. As manifestações representam um espaço importante de conscientização e pressão para avanços em direitos humanos, igualdade de gênero e sustentabilidade ambiental, refletindo a diversidade e pluralidade da sociedade brasileira.
Movimento feminista entrega carta de protesto ao governo federal
© Marla Galdino/Divulgação/Ministério das Mulheres

Composta por 42 organizações e movimentos atuantes na defesa dos direitos das mulheres, a Articulação Nacional da Marcha de 8 de Março apresentou ao governo federal um manifesto com as pautas de reivindicações deste ano.

Além das já conhecidas e reiteradas, como a garantia de direitos básicos e a legalização do aborto, os movimentos se posicionam contra o imperialismo, as tecnologias a serviço da extrema-direita e os padrões de violência em todo o mundo, da Venezuela ao Oriente Médio.

Em documento entregue, nesta quinta-feira (5), à ministra das Mulheres, Márcia Lopes, a Articulação Nacional escreve que "a luta das mulheres nasce da nossa capacidade histórica de auto-organização" e reafirma o caráter internacionalista da mobilização.

As militantes citam as interferências dos Estados Unidos na forma de governar de outros países, ameaças bélicas e ataques cibernéticos como "formas de dominação colonial que aprofundam a fome, a exploração capitalista patriarcal e racista". 

"Estamos nas ruas pela vida das mulheres trabalhadoras da cidade, do campo, das florestas e das águas, pelas mulheres negras, quilombolas, indígenas, lésbicas, bissexuais, transexuais e travestis, com deficiência, mães solo, atípicas, em situação de rua, atingidas por barragens, privadas de liberdade, mulheres de tradição de matriz africana, religiosas ou não, migrantes, jovens, idosas e meninas", declaram. 

O documento traz ainda protesto contra o racismo, a violência policial, a intolerância religiosa, as tentativas de controle sobre os corpos femininos e a insegurança alimentar. Também compartilham suas preocupações em torno da precarização no mercado de trabalho, esfera que atualmente tem provocado reações populares intensas, com as reivindicações pelo fim da escala 6x1. 

"Sabemos que a crise climática é parte desse modelo de exploração. Ela resulta da destruição predatória dos territórios e da mercantilização das mulheres e da natureza", denunciam. 

"Afirmamos que a luta pelo fim de todas as opressões é inseparável da luta por democracia, soberania e justiça social, por isso a taxação das grandes fortunas é fundamental para construção de um Brasil mais justo. Em 2026 todas as nossas frentes convergem para a batalha decisiva de defesa da democracia em nosso país", afirmam.

Ao todo, estão previstas 34 manifestações, entre hoje e a próxima segunda-feira (9), em diversos municípios. Na capital paulista, o ato está marcado para este domingo (8), com concentração às 14h, em frente ao Fórum Pedro Lessa, próximo ao Museu de Arte de São Paulo Assis Chateaubriand (Masp). 

Resumo da Notícia

A Articulação Nacional da Marcha de 8 de Março, formada por 42 grupos em defesa dos direitos das mulheres, entregou um manifesto ao governo federal com diversas reivindicações. O documento destaca a luta contra a violência global, o imperialismo e a desproteção dos direitos reprodutivos, além de criticar a precarização do trabalho, como a escala 6x1. O movimento também denuncia o racismo, a violência policial, a intolerância religiosa e a insegurança alimentar, reafirmando a importância da mobilização internacionalista. A crise climática é apontada como consequência da exploração predatória dos territórios, que afeta mulheres e natureza. As ativistas defendem ainda a taxação das grandes fortunas para promover justiça social e a defesa da democracia no Brasil. Estão previstas 34 manifestações pelo país até o dia 9 de março, incluindo um ato em São Paulo no domingo (8), reforçando a diversidade e inclusão das mulheres em luta.

Resumo editorial produzido pela plataforma com apoio de inteligência artificial.

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