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Crédito da imagem: © Rosinei Coutinho/STF

Moraes vota contra extensão da CPMI do INSS e placar fica 3 a 1

Ministro do STF destaca falta de direito claro para prorrogar comissão e critica vazamento de dados sigilosos

Impactos da decisão sobre CPMI INSS

A rejeição à prorrogação da CPMI que investiga fraudes no INSS pode limitar o aprofundamento das apurações, afetando a transparência e o combate a irregularidades no sistema previdenciário. A suspensão dos trabalhos gera incertezas quanto à responsabilização e à implementação de medidas para proteger os recursos públicos e garantir a segurança dos benefícios aos cidadãos.
Brasília (DF), 26/03/2026 - Sessão plenária do STF. Foto: Rosinei Coutinho/STF
© Rosinei Coutinho/STF

O ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), votou nesta quinta-feira (26) para derrubar a decisão do ministro André Mendonça que determinou a prorrogação dos trabalhos da Comissão Parlamentar Mista de Inquérito (CPMI) do INSS.

Brasília (DF) 13/11/2024 - Foto tirada na sessão da Primeira Turma do STF - 12/11/2024
Ministro Alexandre de Moraes durante a sessão da Primeira Turma do STF.
Foto: Gustavo Moreno/STF
Moraes diz que que não há “direito líquido e certo” para obrigar prorrogação - Gustavo Moreno/STF

Com o voto do ministro, o placar da votação está 3 votos a 1 contra a prorrogação. Além de Moraes, o ministro Flávio Dino e Cristiano Zanin também se manifestaram contra a prorrogação. Somente Mendonça validou a prorrogação pelo prazo de até 60 dias.

Moraes destacou a importância das investigações pelas CPIs e para apurar a responsabilidade de quem fraudou o Instituto Nacional do Seguro Social (INSS).

Contudo, o ministro disse que não há “direito líquido e certo” para obrigar a prorrogação dos trabalhos.

“A instauração, com prazo certo, e fato determinado, é um direito da minoria [oposição]. A prorrogação é um direito da maioria. Quem estuda comissões parlamentares de inquérito sabe", justificou. 

O ministro também citou "abusos" e acusou a comissão de vazar informações sigilosas para a imprensa. 

"A CPMI fez um link com dados sigilosos de toda prova da Polícia Federal de contatos, agendas, telefonemas e distribuiu aos jornalistas."

A sessão continua para a tomada dos demais votos. Acompanhe ao vivo:
 

Conversa

No início deste mês, Alexandre de Moraes negou ter mantido conversas com o banqueiro Daniel Vorcaro em 17 de novembro do ano passado, quando o empresário foi preso pela primeira vez ao ser alvo da Operação Compliance Zero, que investiga fraudes no Banco Master.
 
A suposta troca de mensagens foi divulgada pelo jornal O Globo, que teve acesso aos prints de mensagens encontradas pela Policia Federal (PF) no celular de Vorcaro, que foi apreendido durante a operação.

As conversas são sigilosas e passaram a ser divulgadas pela imprensa após serem enviadas para a CPMI. 

Prorrogação

Na última segunda-feira (23), Mendonça, que é relator do caso, deu prazo de 48 horas para que o presidente do Senado, Davi Alcolumbre (União - AP), faça a leitura do requerimento de prorrogação dos trabalhos da CPMI. 

O ministro atendeu ao pedido de liminar feito pelo presidente da comissão, senador Carlos Viana (Podemos-MG). Segundo o senador, há omissão de Alcolumbre e da Mesa Diretora ao não receberem o requerimento de prorrogação. 

Mais cedo, diante da inércia de Alcolumbre, Viana decidiu prorrogar a CPMI por até 120 dias e suspendeu a sessão até o fim da sessão de julgamento para esperar a palavra final do STF. 

Resumo da Notícia

O ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal, votou contra a prorrogação da Comissão Parlamentar Mista de Inquérito (CPMI) que investiga fraudes no INSS, apontando que não há direito líquido e certo para a extensão dos trabalhos. Com o voto de Moraes, o placar parcial está 3 a 1 contra a prorrogação, incluindo ministros Flávio Dino e Cristiano Zanin. Apenas o relator André Mendonça defende a continuidade por até 60 dias. Moraes ressaltou a importância das investigações, mas criticou a divulgação irregular de informações sigilosas pela comissão. A decisão final aguarda os demais votos, enquanto a CPMI segue suspensa até o pronunciamento do STF.

Resumo editorial produzido pela plataforma com apoio de inteligência artificial.

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