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Moraes nega diálogo com banqueiro preso em operação contra fraudes

Ministro do STF desmente mensagens atribuídas a ele em investigação sobre o Banco Master

Impactos da investigação bancária

A apuração de irregularidades no Banco Master e o cuidado em preservar a integridade do processo refletem a importância do combate à corrupção no sistema financeiro. Além de proteger dados sigilosos, as medidas adotadas buscam garantir a transparência e a confiança nas instituições, afetando diretamente a segurança dos investimentos e a credibilidade do setor bancário para a população.
Brasília (DF), 24/02/2026 – Ministro Alexandre de Moraes durante inicio do julgamento no STF dos mandantes do assassinato da ex-vereadora, Marielle Franco.
Foto: Valter Campanato/Agência Brasil
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O ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), nega ter mantido conversas com o banqueiro Daniel Vorcaro, em 17 de novembro do ano passado. A suposta troca de mensagens foi divulgada pelo jornal O Globo, que teve acesso aos prints de mensagens encontradas pela Polícia Federal (PF) no celular de Vorcaro, que foi preso durante operação da Polícia Federal.

No dia, Vorcaro foi preso pela primeira vez ao ser alvo da Operação Compliance Zero, que investiga fraudes no Banco Master.

Conforme nota divulgada nesta sexta-feira (6) pela Secretaria de Comunicação do Supremo Tribunal Federal (STF), as mensagens não foram destinadas a Moraes, mas a outros contatos que constam na agenda de Vorcaro. A conclusão ocorre após uma análise dos dados sigilosos que foram divulgados pela reportagem. O STF não informou quem realizou a análise.

“No conteúdo extraído do celular do executivo pelos investigadores, os prints dessas mensagens enviadas por Vorcaro estão vinculadas a pastas de outras pessoas de sua lista de contatos e não constam como direcionadas ao ministro Alexandre de Moraes”, diz o comunicado.

A secretaria declarou ainda que as mensagens foram direcionadas a outros contatos, que não terão os nomes divulgados em razão de sigilo. 

“A mensagem e o respectivo contato estão na mesma pasta do computador de quem fez os prints (Vorcaro). Ou seja, fica demonstrado que as mensagens (prints) estão vinculadas a outros contatos telefônicos no computador de Daniel Vorcaro, jamais ao Ministro Alexandre de Moraes”, completa a nota.

Transferência

Daniel Vorcaro, dono do Banco Master, foi transferido nesta sexta-feira (6) para a Penitenciária Federal em Brasília, presídio de segurança máxima.

Ele estava preso desde quarta-feira (4) e estava custodiado na Penitenciária de Potim, no interior paulista. 

A transferência foi autorizada, nesta quinta-feira (5), pelo ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) André Mendonça, relator das investigações da Operação Compliance Zero, que apura as fraudes no Banco Master, e atendeu a um pedido da própria PF.

Segundo a corporação, o banqueiro pode influenciar as investigações sobre as fraudes no Banco Master.

Inquérito

O ministro André Mendonça também  autorizou nesta sexta-feira (6) abertura de inquérito da Polícia Federal (PF) para investigar os vazamentos dos dados dos sigilos bancário, fiscal e telemático do banqueiro Daniel Vorcaro.

A decisão do ministro foi motivada por um pedido de investigação feito defesa do banqueiro.

Segundo os advogados, os vazamentos começaram após Mendonça autorizar o compartilhamento dos dados com a Comissão Parlamentar Mista de Inquérito (CPMI) do INSS.

Os sigilos do banqueiro foram solicitados pela CMPI para apurar a suposta ligação do Banco Master com fraudes em empréstimos consignados de aposentados e pensionistas do INSS.

Resumo da Notícia

O ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal, refutou ter se comunicado com o banqueiro Daniel Vorcaro no dia em que este foi detido pela Polícia Federal durante a Operação Compliance Zero, que investiga irregularidades no Banco Master. A análise oficial concluiu que as mensagens divulgadas pela imprensa foram enviadas a outros contatos do executivo e não ao ministro. Vorcaro foi transferido para a Penitenciária Federal em Brasília para evitar interferências no inquérito, sob autorização do ministro André Mendonça, que também determinou investigação sobre o vazamento de dados sigilosos do banqueiro. Os dados foram compartilhados com a Comissão Parlamentar Mista de Inquérito que apura possíveis fraudes envolvendo empréstimos consignados do INSS.

Resumo editorial produzido pela plataforma com apoio de inteligência artificial.

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