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Crédito da imagem: © Tomaz Silva/Agência Brasil

Monique Medeiros é demitida após morte do filho Henry Borel

Ex-professora da prefeitura do Rio responde por homicídio por omissão e foi liberada da prisão recentemente.

Impacto da violência infantil

O afastamento da professora reforça a importância de medidas protetivas contra a violência doméstica infantil, destacando a necessidade de maior vigilância e atuação das autoridades para prevenir abusos. A repercussão do caso estimula a conscientização social e jurídica sobre a responsabilidade de familiares e instituições na proteção das crianças, influenciando políticas públicas e práticas educativas voltadas à segurança e ao bem-estar infantil.
Rio de Janeiro (RJ), 23/03/2026 - Tribunal do Juri começa a julgar Jairinho e Monique pela morte de Henry Borel, no Tribunal de Justiça do Rio de Janeiro, no centro da capital fluminense. Foto: Tomaz Silva/Agência Brasil
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Acusada de homicídio por omissão na morte do filho, Monique Medeiros, mãe do menino Henry Borel, morto aos 4 anos, foi demitida do cargo de professora da prefeitura do Rio. A demissão foi publicada no Diário Oficial do Município do Rio na edição desta quarta-feira (25). 

Ela deixou a penitenciária Talavera Bruce, no Complexo de Gericinó, na zona oeste do Rio, no início da noite dessa segunda-feira (23) e está em casa. Acusada de participação na morte do filho Henry Borel deixa a cadeia.

A soltura foi determinada pela juíza Elizabeth Machado Louro, do 2º Tribunal do Júri, após o julgamento do caso Henry Borel ter sido adiado. A magistrada aceitou o pedido da defesa de relaxamento de prisão de Monique porque, com o adiamento, poderia incorrer em excesso de prazo.

No plenário, a defesa de Jairo dos Santos Júnior, o Dr. Jairinho, padrasto de Henry e também acusado pelo crime,  pediu o adiamento do júri por falta de acesso às provas. Após o indeferimento do pedido pela juíza, os cinco advogados de defesa abandonaram o plenário. Com essa medida, o julgamento foi adiado para 25 de maio próximo.

Na segunda-feira (23), começaria o julgamento dos réus, Monique Medeiros e Jairo Souza Santos Júnior, padrasto de Henry Borel, acusados da morte da criança, na madrugada de 8 de março de 2021. 

Henry morreu no apartamento onde morava com a mãe, Monique Medeiros e o padrastro, Dr. Jaririnho, na Barra da Tijuca, zona sudoeste do Rio.

O menino ainda chegou a ser levado a um hospital particular na Barra da Tijuca, onde o casal alegou que a criança teria sofrido um acidente doméstico.

No entanto, o laudo da necropsia do Instituto Médico-Legal (IML) apontou que Henry sofreu 23 lesões por ação violenta, incluindo laceração hepática e hemorragia interna.

As investigações da Polícia Civil concluíram que Henry era vítima de rotinas de tortura praticadas pelo padrasto e que a mãe tinha conhecimento das agressões.

Os réus foram presos em abril de 2021 e denunciados pelo Ministério Público do Rio de Janeiro (MPRJ). Jairinho responde por homicídio qualificado e Monique por homicídio por omissão de socorro.

A denúncia aponta que no dia do crime, Jairo Santos Júnior, com vontade livre e de forma consciente, mediante ação contundente exercida contra a vítima, causou-lhe lesões corporais que foram a causa única de sua morte, tendo a mãe, Monique Medeiros, garantidora legal da vítima, se omitido de sua responsabilidade, concorrendo eficazmente para o crime de homicídio de seu filho.

De acordo com o MPRJ, em outras três ocasiões, no mês de fevereiro de 2021, Jairinho submeteu Henry Borel a sofrimentos físico e mental com emprego de violência.

 

Resumo da Notícia

Monique Medeiros, mãe de Henry Borel, menino de 4 anos que morreu vítima de agressões, foi afastada do cargo de professora na prefeitura do Rio de Janeiro. Ela estava presa sob acusação de homicídio por omissão, após investigações revelarem que não agiu para proteger o filho das torturas cometidas pelo padrasto, Jairo dos Santos Júnior, também denunciado pelo crime. O julgamento do casal foi adiado para maio, e Monique deixou a prisão em liberdade provisória. A tragédia ganhou repercussão nacional ao evidenciar casos de violência infantil e omissão de socorro em ambiente familiar, gerando debates sobre a responsabilidade legal e social em situações semelhantes.

Resumo editorial produzido pela plataforma com apoio de inteligência artificial.

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