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Crédito da imagem: © Marcelo Camargo/Agência Brasil

Missa marca oito anos do assassinato de Marielle Franco no Rio

Celebração reúne familiares e apoiadores após condenação dos mandantes do crime

Impacto da Justiça para Direitos Humanos

A condenação dos responsáveis pelo assassinato de Marielle Franco representa um marco na responsabilização por crimes contra defensores dos direitos humanos. Esse desfecho fortalece a confiança na justiça e incentiva a mobilização social para a proteção de ativistas, além de promover debates essenciais sobre segurança pública e democracia no país.
Brasília - Câmara dos Deputados realiza sessão solene para celebrar Dia Internacional do Direito à Verdade e prestar homenagem a vereadora Marielle Franco e ao motorista Anderson Gomes (Marcelo Camargo/Agência Brasil)
© Marcelo Camargo/Agência Brasil

Uma missa foi celebrada na manhã deste sábado (14) para família, amigos e apoiadores em memória dos oito anos do assassinato da vereadora do PSOL, Marielle Franco, e de seu motorista Anderson Gomes, na Igreja Nossa Senhora do Parto no centro do Rio de Janeiro.

Esta é a primeira missa no dia do assassinato após a condenação dos mandantes do crime. Em 25 de fevereiro, o Supremo Tribunal Federal condenou por unanimidade o conselheiro do Tribunal de Contas do Rio de Janeiro (TCE-RJ) Domingos Brazão; o ex-deputado federal Chiquinho Brazão, irmão de Domingos; o ex-chefe da Polícia Civil do Rio de Janeiro Rivaldo Barbosa; o major da Policia Militar Ronald Alves de Paula; e o ex-policial militar Robson Calixto, assessor de Domingos. Todos estavam presos preventivamente. Por unanimidade, STF condena assassinos de Marielle e Anderson.

O pai de Marielle, Antonio Francisco da Silva Neto, disse que hoje é um dia de dor que nunca imaginou que a  família passaria. Ele agradeceu as pessoas que estiveram ao lado da família até a condenação dos mandantes.

"Tivemos uma grande vitória que foi a condenação dos mandantes. Eles não esperavam que isso ia acontecer com eles um dia. Tivemos esse êxito", afirmou.

Marinete da Silva, mãe de Marielle, também agradeceu todos os que acompanharam a dor e a saudade pela morte da parlamentar.

"Ela floresce e deixou um legado ímpar.  A gente segue a lutar por mais justiça por Marielle e por todas as mulheres que foram vitimadas país afora", explicou. 

A irmã de Marielle e ministra da Igualdade Racial, Anielle Franco, conta que serviu de modelo para a estátua da vereadora assassinada erguida no Buraco do Lume, no centro.

"Nunca na minha vida imaginei que eu serviria de modelo para o corpo de minha irmã para uma homenagem como essa. Nenhuma família deveria passar por isso".

Neste sábado, haverá a abertura da exposição Mulher Raça – O Legado de Marielle Franco, no CCBB – Centro Cultural Banco do Brasil, localizado na Rua Primeiro de Março, 66, no Centro da cidade. 

Neste domingo (15), a mobilização continua com a realização da 5ª edição do Festival Justiça por Marielle e Anderson, no Circo Voador, evento político-cultural que reúne artistas, movimentos sociais e apoiadores da luta por justiça.

Anistia Internacional

Neste sábado e domingo, a organização Anistia Internacional fará uma ação pelos oito anos dos assassinatos de Marielle Franco e Anderson Gomes no Largo da Lapa, no centro do Rio, articulando memória, mobilização e ação coletiva. A atividade será dividida em duas partes: primeira parte da intervenção, Cartas para Quem Defende Direitos, resgata a força das cartas que mobilizaram o mundo por justiça.

O segundo momento, Cada Peças Importa, convida o público a refletir sobre defensoras e defensores de direitos humanos que ainda aguardam justiça.

Para a Anistia, a ação reforça que a conquista de justiça por Marielle e Anderson só foi possível graças à mobilização de milhares de pessoas e que essa mesma força coletiva precisa seguir ativa pois muitos defensores e defensoras de direitos humanos ainda esperam proteção, reconhecimento e respostas. 

 

Resumo da Notícia

No oitavo aniversário do assassinato da vereadora Marielle Franco e seu motorista Anderson Gomes, uma missa foi realizada no centro do Rio de Janeiro reunindo familiares, amigos e apoiadores. A cerimônia ocorre após a condenação unânime pelo Supremo Tribunal Federal dos responsáveis pelo crime, incluindo ex-políticos e agentes de segurança pública, que estavam presos preventivamente. Familiares expressaram emoção e agradecimento pelo apoio recebido durante todo o processo judicial. Além da missa, a programação inclui a abertura da exposição 'Mulher Raça – O Legado de Marielle Franco' e o Festival Justiça por Marielle e Anderson, eventos que reforçam a luta por justiça e direitos humanos. A Anistia Internacional também promove intervenções no Largo da Lapa para lembrar o caso e destacar a importância da mobilização contínua em defesa dos direitos humanos no Brasil.

Resumo editorial produzido pela plataforma com apoio de inteligência artificial.

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