Cidadania Brasil

Ministro sugere força-tarefa para identificar deep fakes nas eleições

Proposta visa reforçar combate a conteúdos manipulados por IA durante o processo eleitoral

Combate a deep fakes nas eleições

A criação de uma força-tarefa especializada para identificar deep fakes nas eleições visa garantir maior transparência e segurança no processo eleitoral. Essa medida pode reduzir a disseminação de informações falsas que comprometem a confiança dos eleitores, contribuindo para a integridade do pleito e a estabilidade democrática.

O ministro Gilmar Mendes, que atua como ministro substituto no Tribunal Superior Eleitoral (TSE), propôs nesta terça-feira (3) a criação de uma força-tarefa com peritos técnicos e instituições acadêmicas para que façam a identificação rápida de conteúdos produzidos por inteligência artificial (IA) durante o período eleitoral, em especial os chamados deep fakes, os vídeos, áudios e imagens manipulados por IA de forma extremamente realista. 

“A atuação da Justiça Eleitoral não pode se limitar a uma postura reativa ou exclusivamente punitiva”, avaliou o ministro. Ele defende o “fortalecimento da capacidade técnica” do TSE para lidar com as deep fakes de forma proativa e preventiva. 

A atuação poderia se dar “por meio da eventual constituição de uma força-tarefa técnico-pericial para a análise célere de conteúdos sintéticos durante o período eleitoral, com credenciamento prévio de especialistas e centros de pesquisa universitárias”, sugeriu Mendes. 

“Tal iniciativa pode contribuir para a maior segurança técnica, agilidade decisória e legitimidade institucional na resposta a desafios complexos associados ao uso de inteligência artificial”, acrescentou o ministro. 

>> Siga o canal da Agência Brasil no WhatsApp

Pelas regras atuais da Justiça Eleitoral sobre o uso de IA nas campanhas, o deep fake é vedado, sendo definido como todo conteúdo fabricado em formato de áudio, vídeo ou combinação de ambos e que tenha sido gerado ou manipulado digitalmente para criar, substituir ou alterar imagem ou voz de pessoa viva, falecida ou fictícia. 

As normas em vigor foram propostas antes das eleições municipais de 2024. Atualmente, o TSE discute em audiências públicas propostas sobre as resoluções eleitorais deste ano. E foi na abertura dessas audiências que o ministro Gilmar Mendes apresentou a sugestão para que o tribunal fortaleça a fiscalização sobre o uso de deep fakes

Mendes propôs também que a Justiça Eleitoral firme acordos com empresas provedoras de ferramentas de IA que geram conteúdos de imagem e áudio para que possam cooperar com o TSE e implementar medidas que impeçam o uso indevido dessas ferramentas. 

“A cooperação com esses atores é fundamental para viabilizar medidas de prevenção como mecanismos de rastreabilidade, rotulagem de conteúdos gerados artificialmente, salvaguardas contra o uso abusivo de ferramentas de geração de deep fakes e respostas céleres diante de usos ilícitos ou eleitoralmente desestabilizadores”, pontuou Mendes. 

Audiências 

A Justiça Eleitoral publicou em janeiro 12 minutas de resolução e abriu um prazo, que se encerrou em 30 de janeiro, para o envio de sugestões por qualquer cidadão ou instituição de regras para as eleições. Algumas dessas propostas foram selecionadas para apresentação ao vivo, em audiências públicas nesta terça-feira e quarta-feira (4). 

A transmissão das audiências pode ser acompanhada ao vivo pelo canal do TSE no YouTube

A consulta à sociedade civil pela Justiça Eleitoral é feita a cada ciclo eleitoral, sendo um procedimento obrigatório conforme a legislação vigente. Pela Lei das Eleições, o plenário do TSE tem até 5 de março do ano eleitoral para debater e aprovar todas as normas. 

Resumo da Notícia

O ministro Gilmar Mendes, atuando no Tribunal Superior Eleitoral, propôs a criação de uma força-tarefa composta por especialistas e instituições acadêmicas para identificar rapidamente deep fakes durante as eleições. A iniciativa busca fortalecer a capacidade técnica do TSE para atuar de forma preventiva contra vídeos, áudios e imagens alterados por inteligência artificial, que podem comprometer a legitimidade do pleito. Mendes também sugeriu parcerias com empresas que desenvolvem ferramentas de IA para implementar mecanismos de rastreabilidade e rotulagem de conteúdos, prevenindo o uso indevido dessas tecnologias. A proposta foi apresentada durante audiências públicas que discutem as resoluções eleitorais para 2024, reforçando a importância de uma atuação ágil e técnica diante dos desafios trazidos pelo avanço da inteligência artificial nas campanhas eleitorais.

Resumo editorial produzido pela plataforma com apoio de inteligência artificial.

Notícias por município