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Crédito da imagem: © Carlos Moura/SCO/STF

Ministro Mendonça impõe tornozeleira a deputada investigada no caso INSS

Em operação contra fraudes no INSS, parlamentar do Ceará terá medidas restritivas, mas não prisão preventiva

Controle eletrônico para parlamentares

A decisão de aplicar tornozeleira eletrônica a uma deputada investigada por desvios no INSS demonstra o equilíbrio entre o respeito à imunidade parlamentar e a necessidade de fiscalização rigorosa. Essa medida reforça o combate à corrupção, garantindo monitoramento eficaz sem comprometer direitos legais, e evidencia o esforço das instituições em proteger recursos públicos essenciais para a população.
29/05/2023 - Brasília - Sessão extraordinária do STF. 20/10/2022 Ministro André Mendonça participa da sessão extraordinária do STF. Foto: Carlos Moura/SCO/STF
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O ministro André Mendonça, relator da Operação Sem Desconto no Supremo Tribunal Federal (STF), negou pedido da Polícia Federal (PF) pela prisão preventiva da deputada federal Gorete Pereira (MDB-CE).

Em substituição à prisão, Mendonça impôs o uso de tornozeleira eletrônica pela parlamentar, além de outras medidas comuns nesses casos, como a proibição de se comunicar com outros investigados ou de se ausentar do país. 

Deputada Federal, Gorete Pereira, durante Homenagem ao Movimento Mulheres Municipalistas (MMM). Foto: Pablo Valadares/Câmara dos Deputados
Deputada Gorete Pereira terá de usar tornozeleira eletrônica - Pablo Valadares/Câmara dos Deputados

As investigações apontam a parlamentar como beneficiária de “vultosas quantias” desviadas de descontos associativos fraudulentos sobre aposentadorias do Instituto Nacional do Seguro Social (INSS). 

“A Polícia Federal também demonstra que referida deputada federal recebeu valores expressivos em sua conta bancária assim como realizou transferências vinculadas ao esquema”, acrescentou o ministro. 

Mesmo assim, Mendonça justificou seu entendimento ao afirmar ser necessário respeitar a imunidade parlamentar prevista na Constituição. “Tenho adotado postura cautelosa em relação a pedidos de decretação de prisão de parlamentares.” 

As medidas alternativas à prisão foram determinadas “a despeito da presença de inúmeros indícios de que a deputada federal Maria Gorete Pereira praticou variados crimes contra aposentados e pensionistas do INSS”, escreveu o ministro. 

Prisões

O ministro determinou, por outro lado, a prisão preventiva de Cecília Rodrigues Mota. "[Ela] tinha atuação central na operacionalização das filiações fraudulentas, dos descontos indevidos e na ocultação patrimonial”, escreveu o ministro. 

Também foi preso Natjo de Lima Pinheiro. Segundo Mendonça, ele é dos líderes da organização, responsável pela coordenação financeira, pela divisão de valores e pela definição de estratégias de continuidade do esquema.

Como exemplo de possível crime praticado pela deputada Maria Gorete, Mendonça cita que o nome dela aparece expressamente em tabela de pagamento de propina enviada por Natjo a Cecília. Ao lado do nome da parlamentar aparece a quantia de R$ 780.433,50. 

A Agência Brasil busca contato com a defesa da deputada Maria Gorete Pereira, bem como dos demais citados. 

Propina a servidores 

Documentos da PF mostram ainda que Maria Gorete Pereira controlava diretamente as entidades associativas e mantinha contato constante com servidores do INSS, incluindo o também investigado Alessandro Stefanutto, ex-presidente da instituição. 

Em outro trecho da decisão desta terça, Mendonça frisa que a PF identificou, a partir da análise de extratos bancários, que Stefanutto teria recebido até R$ 4 milhões de Cecília Rodrigues Mota. 

A Operação Sem Desconto apura o desconto fraudulento feito em aposentadorias e benefícios do INSS entre os anos de 2019 e 2024 e que resultou em valores superiores a R$ 6 bilhões. O esquema consistia na aprovação de autorizações forjadas para os descontos. 
 

Resumo da Notícia

O ministro do STF André Mendonça determinou o uso de tornozeleira eletrônica para a deputada federal Gorete Pereira, do Ceará, investigada por envolvimento em um esquema que desviou recursos de aposentadorias do INSS. Apesar das evidências de participação da parlamentar em fraudes que resultaram em prejuízos superiores a R$ 6 bilhões, Mendonça optou por medidas alternativas à prisão para respeitar a imunidade parlamentar. A operação apura descontos indevidos em benefícios previdenciários entre 2019 e 2024, com envolvidos que teriam recebido valores milionários em propinas. Além da deputada, outras pessoas foram presas preventivamente por ligação direta na execução do esquema. O caso evidencia a complexidade do combate à corrupção envolvendo agentes públicos e destaca a atuação do Supremo na condução das investigações.

Resumo editorial produzido pela plataforma com apoio de inteligência artificial.

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