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Ministro do STJ nega acusações e solicita afastamento médico de 90 dias

Marco Buzzi se defende de denúncias de importunação sexual e pede licença por motivos psiquiátricos

Impactos da denúncia ao STJ

Acusações contra um ministro do STJ podem afetar a confiança nas instituições judiciais e gerar debates sobre ética e transparência no sistema. A investigação e o afastamento temporário refletem a importância do devido processo para garantir a integridade das funções públicas e a proteção dos direitos envolvidos, influenciando a percepção pública sobre a justiça e seus representantes.

O ministro Marco Buzzi, do Superior Tribunal de Justiça (STJ), apresentou nesta terça-feira (10) um atestado médico com a recomendação de afastamento por 90 dias por motivos psiquiátricos. O magistrado, de 68 anos, responde a uma acusação de importunação sexual feita por uma jovem de 18 anos. 

Na manhã desta terça (10), os ministros do STJ fazem uma segunda reunião extraordinária na qual devem discutir o caso. A sessão ocorre a portas fechadas, um dia depois de Buzzi ter enviado aos colegas uma carta em que defende sua inocência. 

“Jamais adotei conduta que envergonhasse a família ou maculasse a magistratura”, diz o ministro na mensagem. “Esse histórico não é invocado como prova de inocência, mas como elemento relevante de coerência biográfica, o que clama por cautela redobrada na apreciação das graves acusações”, acrescenta o texto. 


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Denúncias

Na segunda (9), o Conselho Nacional de Justiça (CNJ) confirmou ter recebido uma segunda denúncia de importunação sexual contra Buzzi.

A primeira, recebida na semana passada, é de uma jovem de 18 anos, filha de um casal de amigos do ministro, que o acusa de tentar agarrá-la durante um banho de mar.

O episódio teria ocorrido no mês passado, quando o ministro, a jovem e seus pais passavam férias em Balneário Camboriú, litoral de Santa Catarina. A mulher prestou depoimento à Polícia Civil e ao CNJ. Uma investigação criminal também foi aberta no Supremo Tribunal Federal (STF), onde Buzzi possui prerrogativa de foro em razão do cargo. 

O STJ, por sua vez, abriu uma sindicância para apurar o caso. Em seguida, Buzzi apresentou um primeiro atestado médico, após ter sido internado em um hospital de Brasília. Ele segue afastado e, agora, pede ampliação da licença.

Confira abaixo a íntegra a carta enviada por Buzzi aos demais ministros do STJ:

Caros colegas,

Muito impactado com as notícias veiculadas e também por me encontrar internado em hospital, sob acompanhamento cardíaco e emocional, até o momento estive calado. 

De modo informal soube de fatos contra mim imputados, os quais igualmente repudio.

Tudo está causando mágoas às pessoas da minha família e convivência.

Creio que nos procedimentos já instauradas demonstrarei minha inocência. 

Tenho quase 70 anos de idade, trajetória pessoal e profissional ilibadas, casamento feliz, de 45 anos, que frutificou três filhas amorosas e minha família está coesa ao meu lado.

Jamais adotei conduta que envergonhasse a família ou maculasse a magistratura. 

Esse histórico não é invocado como prova de inocência, mas como elemento relevante de coerência biográfica, o que clama por cautela redobrada na apreciação das graves acusações. 

Sem ainda compreender as razões das imputações feitas, lamento todo esse grande sofrimento e também desgaste da nossa Corte, revelando que estou submetido a dor, angústia e exposição que ninguém desejaria vivenciar.

De consciência tranquila, mas alma muitíssimo agitada, ante a prematura divulgação de informações, agradeço aqueles que me franquearam o benefício da dúvida. Confio que, por meio de apuração técnica e imparcial, os fatos serão plenamente esclarecidos.

 

Resumo da Notícia

O ministro Marco Buzzi, do Superior Tribunal de Justiça, enfrenta acusações de importunação sexual feitas por uma jovem de 18 anos durante férias em Santa Catarina. Em resposta às denúncias, Buzzi apresentou um atestado médico solicitando afastamento de 90 dias por razões psiquiátricas, permanecendo internado em hospital de Brasília. O caso está sendo investigado pelo CNJ, STF e STJ, que abriu sindicância para apurar os fatos. Em carta enviada aos colegas, o magistrado afirma sua inocência e ressalta sua trajetória ilibada, pedindo cautela na análise das acusações. A situação tem gerado repercussão na Corte e acompanha um momento delicado para o ministro, que destaca o impacto emocional do episódio em sua vida pessoal e profissional.

Resumo editorial produzido pela plataforma com apoio de inteligência artificial.

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