Ministro do STF vota pela condenação de deputados do PL por corrupção

Cristiano Zanin aponta provas contra parlamentares que cobraram propina para liberar emendas

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Ministro do STF vota pela condenação de deputados do PL por corrupção
Crédito da imagem: © Rosinei Coutinho/SCO/STF

Impactos da Condenação Parlamentar

A possível condenação dos deputados por corrupção reforça a importância do combate à prática de propina no uso de recursos públicos, especialmente em emendas parlamentares que beneficiam municípios. A decisão pode influenciar a transparência e a fiscalização das ações governamentais, contribuindo para a integridade na aplicação do dinheiro público e maior confiança da população nas instituições democráticas.
Brasília (DF), 14.09.2023-Ministro Cristiano Zanin em sessão extraordinária que prossegue com o julgamento de Aécio Lúcio Costa Pereira, acusado de participação nos atos antidemocráticos de 8 de janeiro. Foto: Rosinei Coutinho/SCO/STF
© Rosinei Coutinho/SCO/STF

O ministro Cristiano Zanin, do Supremo Tribunal Federal (STF), votou nesta terça-feira (17) para condenar dois deputados federais e um suplente do PL pelo crime de corrupção passiva. 

O voto do ministro, que é relator do caso, foi proferido durante julgamento no qual a Primeira Turma da Corte analisa denúncia da Procuradoria-Geral da República (PGR) contra os deputados Josimar Maranhãozinho (PL-MA), Pastor Gil (PL-MA), além do suplente Bosco Costa (PL-SE).

Os parlamentares são acusados de cobrar propina para a liberação de emendas parlamentares.

Conforme a acusação, entre janeiro e agosto de 2020, os deputados solicitaram vantagem indevida de R$ 1,6 milhão para liberação de R$ 6,6 milhões em emendas para o município de São José de Ribamar (MA).

Ao votar sobre a questão, Zanin disse que há provas robustas de que os acusados cometeram crime de corrupção passiva ao solicitar o pagamento de propina ao então prefeito do município José Eudes, que denunciou o caso.

"Contra os três parlamentares, há robustas provas orais e documentais, produzidas ao longo da instrução criminal e da instrução processual, indicando que teriam atuado em concertação ilícita para solicitar ao prefeito José Eudes o pagamento de vantagem indevida", afirmou. 

Zanin também votou para absolver os réus da acusação de organização criminosa.

O julgamento prossegue para manifestação dos demais integrantes da Primeira Turma. Faltam os votos dos ministros Flávio Dino, Alexandre de Moraes e Cármen Lúcia.

Em caso de votação favorável à condenação, os ministros ainda vão definir as penas dos acusados. 

Resumo da notícia
O ministro Cristiano Zanin, relator do caso no Supremo Tribunal Federal, votou pela condenação de dois deputados federais e um suplente do PL acusados de corrupção passiva. Eles teriam exigido R$ 1,6 milhão em propina para liberar R$ 6,6 milhões em emendas destinadas à cidade de São José de Ribamar, no Maranhão, conforme denúncia do então prefeito. Zanin considerou as evidências robustas e indicativas de atuação conjunta dos parlamentares para solicitar vantagens indevidas. Apesar disso, votou pela absolvição na acusação de organização criminosa. O julgamento segue com os votos dos demais ministros da Primeira Turma, que decidirão também as penas em caso de confirmação da condenação.
Resumo editorial produzido com apoio de inteligência artificial.