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Crédito da imagem: © Fabio Rodrigues-Pozzebom/ Agência Brasil

Ministro do STF denuncia esquema de compra de emendas parlamentares

Flávio Dino aponta existência de ‘atacadistas de emendas’ em esquema de corrupção na liberação de recursos

Impacto da corrupção em emendas parlamentares

A revelação de esquemas envolvendo emendas parlamentares evidencia riscos à transparência e à gestão dos recursos públicos, afetando diretamente serviços e investimentos locais. O fortalecimento dessas práticas pode comprometer a confiança nas instituições e desviar verbas essenciais para o desenvolvimento social e econômico das comunidades beneficiadas.
Brasília (DF) 11/04/2023 Fachada do palácio do Supremo Tribunal Federal (STF) Foto: Fabio Rodrigues-Pozzebom/ Agência Brasil
© Fabio Rodrigues-Pozzebom/ Agência Brasil

O ministro Flávio Dino, do Supremo Tribunal Federal (STF), citou nesta terça-feira (17) a existência de “atacadistas de emendas”, que seriam responsáveis pela compra e venda de emendas parlamentares nos estados.

A declaração do ministro foi feita durante o julgamento no qual a Primeira Turma da Corte condenou dois deputados federais do PL e um suplente por corrupção passiva.

Relator dos processos que tratam da transparência nas transferências de emendas, Dino destacou que os parlamentares têm a função de indicar recursos para os estados.

No entanto, segundo o ministro, as indicações passaram a ser comercializadas ilegalmente, principalmente após a pandemia de covid-19, quando os repasses passaram a ser flexibilizados, deixando “sequelas institucionais”.

“O que está em questão é que se criaram autênticos atacadistas de emendas. Nós temos uma rede de varejo, que foi posta tradicionalmente no Brasil, se afirmaram figuras, em vários estados, quiçá, em todos, de atacadistas, que ocupam uma espécie de topo dessa rede, em que emendas são compradas e vendidas”, afirmou.

Julgamento

Por 4 votos a 0, a Primeira Turma formou placar unânime para aceitar a acusação da Procuradoria-Geral da República (PGR) contra os deputados Josimar Maranhãozinho (PL-MA), Pastor Gil (PL-MA), além do suplente Bosco Costa (PL-SE), por cobrança de propina para a liberação de emendas parlamentares.

Conforme a acusação, os deputados solicitaram vantagem indevida de R$ 1,6 milhão para liberação de R$ 6,6 milhões em emendas para o município de São José de Ribamar (MA) entre janeiro e agosto de 2020.

Resumo da Notícia

O ministro Flávio Dino, do Supremo Tribunal Federal, revelou a atuação de intermediários que compram e vendem emendas parlamentares, prática que ganhou força após flexibilizações nos repasses durante a pandemia. Em julgamento unânime, a Primeira Turma do STF condenou deputados federais do PL e um suplente por corrupção passiva, relacionados à cobrança de propina para liberar R$ 6,6 milhões em emendas destinadas a um município do Maranhão. A acusação da Procuradoria-Geral da República aponta que os envolvidos exigiram R$ 1,6 milhão em vantagem indevida para a liberação dos recursos. O caso evidencia desafios na transparência e no controle das indicações de verbas públicas, que, segundo Dino, sofreram danos institucionais significativos com a criação dessas redes irregulares.

Resumo editorial produzido pela plataforma com apoio de inteligência artificial.

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