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Crédito da imagem: © Lula Marques/ Agência Brasil.

Ministro do STF cobra explicações sobre repasses a fundação da Lagoinha

Flávio Dino determina prazo de cinco dias para senador esclarecer uso de emendas parlamentares na Fundação Oasis

Transparência em recursos públicos

A investigação sobre o repasse de verbas públicas a uma fundação vinculada a uma instituição religiosa ressalta a necessidade de fiscalização rigorosa no uso de recursos públicos. Esclarecimentos rápidos contribuem para garantir a correta aplicação do dinheiro público, evitando desvios e fortalecendo a confiança da sociedade nas instituições responsáveis pela gestão financeira e pela investigação de possíveis irregularidades.
Brasília- DF  – 18/-3/2026 – Presidente da CPMI do INSS senador, Carlos Viana, durante coletiva a imprensa - Foto: Lula Marques/ Agência Brasil.
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O ministro Flávio Dino, do Supremo Tribunal Federal (STF), deu prazo de cinco dias para que o Senado e o senador Carlos Viana (Podemos-MG) respondam à acusação de irregularidades no repasse de R$ 3,6 milhões em emendas a uma fundação ligada à Igreja Batista da Lagoinha, sediada em Belo Horizonte. 

A decisão foi motivada por uma representação dos deputados Pastor Henrique Vieira (Psol-RJ) e Rogério Correia (PT-MG), que acusaram Viana de barrar a investigação da Lagoinha na condição de presidente da Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) sobre as fraudes em benefícios do Instituto Nacional do Seguro Social (INSS). 

De acordo com as informações apresentadas a Dino, Viana teria destinado três repasses à Fundação Oasis, braço social da Igreja Batista da Lagoinha, liderada pelo pastor André Valadão: 

  • R$ 1,5 milhão (2019): emenda Pix à Prefeitura de Belo Horizonte com destino carimbado à Fundação Oasis;
  • R$ 1,47 milhão (2023): repasse à Fundação Oasis de Capim Branco (região metropolitana de BH);
  • R$ 650,9 mil (2025): novo repasse à filial de Capim Branco.

“A destinação de R$ 3,6 milhões à Fundação Oasis ao longo de três exercícios, por parlamentar que mantém relação de financiamento habitual com a entidade beneficiária e que, na posição de presidente de comissão investigativa, atua para protegê-la de investigações,” escreveram os senadores que acionaram Dino. 

A Igreja da Lagoinha está envolvida nas discussões da CPI do INSS no contexto de possíveis fraudes em empréstimos consignados do Banco Master, de Daniel Vorcaro, sobre benefícios do INSS. O ex-pastor da Lagoinha Fabiano Zattel é cunhado de Vorcaro e apontado como operador financeiro de esquemas fraudulentos. 

Relator no Supremo de uma ação de descumprimento de preceito fundamental (ADPF) sobre a transparência e a rastreabilidade de emendas parlamentares, Dino afirmou que o caso merece ser esclarecido. 

“À vista da necessidade de assegurar o cumprimento do Acórdão deste STF, de dezembro de 2022, que fixou balizas quanto à transparência e à rastreabilidade de recursos públicos oriundos de emendas parlamentares”, justificou o ministro. 

Resumo da Notícia

O ministro Flávio Dino, do Supremo Tribunal Federal, solicitou que o Senado e o senador Carlos Viana esclareçam em até cinco dias as suspeitas de irregularidades envolvendo o repasse de R$ 3,6 milhões a uma fundação vinculada à Igreja Batista da Lagoinha, localizada em Belo Horizonte. A ação foi motivada por denúncias que apontam que Viana teria direcionado recursos para a Fundação Oasis, enquanto presidia a CPI que investigava fraudes no INSS, supostamente para proteger a entidade. Os repasses ocorreram entre 2019 e 2025, totalizando três parcelas enviadas à fundação. O caso ganhou destaque por envolver possíveis esquemas fraudulentos ligados a empréstimos consignados do Banco Master, com conexões familiares e financeiras entre membros da igreja e suspeitos. A decisão do ministro enfatiza a importância da transparência e rastreabilidade dos recursos públicos, conforme determinações do STF desde 2022.

Resumo editorial produzido pela plataforma com apoio de inteligência artificial.

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