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Crédito da imagem: © Marcelo Camargo/Agência Brasil

Ministra libera atleta trans Tiffany para jogo em Londrina no vôlei

Cármen Lúcia autoriza participação da jogadora transgênero Tiffany nas semifinais da Copa Brasil de vôlei feminino

Inclusão no esporte em debate

A decisão judicial que permite a participação de atleta trans em competição oficial reforça a discussão sobre direitos iguais no esporte. Além de garantir a inclusão e o respeito à diversidade, a medida impacta diretamente a regulamentação de eventos esportivos, influenciando políticas futuras e promovendo um ambiente mais justo e acessível para todos os atletas.
Brasília (DF), 11/09/2025 - A ministra Cármen Lúcia durante sessão na Primeira Turma do Supremo Tribunal Federal (STF), que realiza o quinto dia de julgamento dos réus do Núcleo 1 da trama golpista, formado pelo ex-presidente Jair Bolsonaro e mais sete aliados. Foto: Marcelo Camargo/Agência Brasil
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A ministra Cármen Lúcia, do Supremo Tribunal Federal (STF), liberou nesta sexta-feira (27) a participação da atleta transgênero Tiffany Abreu nos jogos das semifinais da Copa Brasil de vôlei feminino, que serão realizados neste final da semana em Londrina (PR).

A decisão da ministra foi proferida após a Confederação Brasileira de Voleibol (CBV) recorrer ao Supremo para pedir a suspensão da lei municipal que proibiu a participação de atletas transgêneros nos eventos esportivos da cidade.

Tiffany é atleta do Osasco São Cristóvão Saúde, que tem partida marcada para esta sexta-feira (27) contra o Sesc RJ Flamengo, no ginásio do Moringão, na cidade paranaense.

A ministra entendeu que a norma não está de acordo com a Constituição e representa retrocesso nas políticas de igualdade de gênero e de promoção da dignidade humana.

“Mostra-se fora de dúvida razoável que há possibilidade de se interpretar e fazer incidir o conteúdo da Lei Municipal n. 13.770/2024, o que geraria grande perplexidade e insegurança jurídica e social”, decidiu a ministra.

Apesar de liberar a participação de Tiffany e fazer considerações sobre a lei, Cármen Lúcia não declarou a inconstitucionalidade da norma. A ministra disse que ainda precisa avaliar se a reclamação constitucional, tipo de ação usada pela CBV, pode utilizada para suspender a lei municipal.

CBV

Ao pedir a suspensão da lei, a confederação disse que Tiffany já disputa a competição regulamente e seria prejudicada pela norma.

“No âmbito desportivo, cumpre informar que a atleta Tiffany está devidamente registrada e apta a atuar pelo Osasco na competição, tendo participado das últimas partidas sem qualquer intercorrência, observando-se os termos dos regulamentos e normas de registro editados pela CBV, que autorizam a participação de atletas trans nas competições nacionais, cumpridos os requisitos da política de elegibilidade da CBV”, argumentou a entidade.

Em nota, o Osasco São Cristóvão Saúde afirmou que Tifanny atua profissionalmente há mais de oito anos, tem conduta exemplar e cumpre rigorosamente os critérios médicos estabelecidos pela CBV.

“Nosso clube se pauta pelos valores do esporte, que agregam a inclusão, a diversidade e o respeito a todos os indivíduos. Apoiamos integralmente a nossa atleta e defendemos seu direito constitucional ao trabalho e ao exercício de sua profissão, livre de qualquer forma de discriminação”, declarou a equipe

Resumo da Notícia

A ministra do STF, Cármen Lúcia, autorizou a participação da atleta transgênero Tiffany Abreu nas semifinais da Copa Brasil de vôlei feminino em Londrina. A decisão ocorreu após a Confederação Brasileira de Voleibol recorrer ao Supremo para suspender uma lei municipal que proíbe atletas trans em eventos esportivos na cidade. Embora tenha liberado a presença da jogadora do Osasco São Cristóvão Saúde, a ministra ainda avalia a constitucionalidade da norma, sem declará-la inconstitucional. A CBV destacou que Tiffany está regularizada e participa da competição conforme regulamentos que permitem atletas trans, enquanto o clube reforçou seu compromisso com a inclusão, diversidade e respeito, defendendo o direito da atleta ao trabalho sem discriminação.

Resumo editorial produzido pela plataforma com apoio de inteligência artificial.

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