Cidadania Brasil

Ministra das Mulheres reforça combate à violência contra meninas no Rio

Márcia Lopes destaca necessidade de ações concretas para enfrentar feminicídio e assédio sexual no país

Combate à violência contra mulheres

A intensificação das ações governamentais e a mobilização do setor privado são fundamentais para enfrentar a violência contra mulheres no Brasil. Essa articulação amplia a proteção social, promove ambientes de trabalho mais seguros e fortalece políticas públicas, impactando diretamente a qualidade de vida e a igualdade de gênero na sociedade.

A ministra das Mulheres, Márcia Lopes, reiterou nesta quarta-feira (4) o compromisso do Estado no combate ao feminicídio, principalmente para conter casos de violência como o estupro coletivo da menina de 17 anos no Rio. De acordo com ela, indignação apenas não basta. 

“São cinco jovens, e a gente se pergunta o porquê. Até onde vamos? Quando a Maria da Penha conta a sua história, quando a Juliana que levou 61 socos conta a sua história, não podemos ficar só indignados e estarrecidos, temos que agir.”

A ministra fez o comentário – na abertura do Seminário “Brasil pela Vida das Meninas e Mulheres” – organizado pelo Conselho de Desenvolvimento Econômico Social Sustentável (apelidado de Conselhão), no Palácio do Planalto.

Brasília (DF) 30/09/2025 A ministra das Mulheres, Márcia Lopes, participa de plenária da 5ª Conferência Nacional de Políticas para as Mulheres (CNPM) de Foto: Fabio Rodrigues-Pozzebom/ Agência Brasil
Márcia Lopes critica violência contra as mulheres. Fabio Rodrigues-Pozzebom/ Agência Brasil

A violência ocorreu no dia 31 de janeiro e foi denunciada pela mãe da jovem vítima. O terceiro envolvido, filho do ex-subsecretário de Desenvolvimento Social e Direitos Humanos do governo do Rio de Janeiro, foi preso nesta manhã. 

Agenda de março

Márcia Lopes reforçou que em todo o mês de março o governo federal terá atividades em alusão ao Dia Internacional das Mulheres, lembrado em 8 de março, e que as mensagens levadas pelos integrantes do Conselhão têm o poder de mudar a realidade do país.

“Neste país que é tão grande – somos 107 milhões mulheres –, quem cuida das mulheres, quem assegura a liberdade e a igualdade de gênero, cuida da sociedade e projeta o país de futuro que projetamos e sonhamos”, questionou.


A ministra ainda destacou o compromisso firmado entre os Três Poderes para focar em medidas pelo enfrentamento contra o feminicídio e pela garantia da vida de meninas e mulheres.

“Vamos compor uma agenda comum que radicalize e ponha o dedo onde é preciso para fazer chegar as ações aos estados e nos municípios.”

>> Siga o canal da Agência Brasil no WhatsApp

Intervir, proteger e denunciar 

No diálogo entre representantes do governo e da sociedade civil, a conselheira e empresária brasileira Luiza Helena Trajano defendeu que, em briga de marido e mulher, os empresários devem, sim, "meter a colher".

A executiva abordou a campanha “Isto tem nome. É Assédio Sexual”, do grupo Mulheres do Brasil, para explicar formas de comportamentos abusivos, assédio sexual e moral, especialmente no ambiente de trabalho.

Luiza Trajano convocou o empresariado brasileiros a se unir no combate às violências de gênero e a conhecer os órgãos públicos que já desenvolvem ações sobre o tema. “Garanto que o custo de prevenir é barato e muito menor do que o custo de perder uma colaboradora no curso deste processo.”

Criado em 2013, o grupo Mulheres do Brasil reúne mulheres de diversos segmentos com o objetivo de engajar a sociedade civil na conquista de igualdade de oportunidades entre gêneros e raças.

Acompanhe aqui o seminário:

Resumo da Notícia

Em um seminário realizado no Palácio do Planalto, a ministra das Mulheres, Márcia Lopes, enfatizou a urgência de medidas efetivas para conter casos de violência contra meninas e mulheres, como o recente estupro coletivo no Rio de Janeiro. Ela ressaltou que a indignação não basta e que é fundamental agir para garantir a proteção e igualdade de gênero. O evento, organizado pelo Conselho de Desenvolvimento Econômico Social Sustentável, também contou com a participação da empresária Luiza Helena Trajano, que convocou o setor empresarial a se engajar no combate ao assédio sexual e moral, especialmente no ambiente de trabalho. A ministra afirmou que o governo federal dedicará o mês de março para ações que promovam a vida e os direitos das mulheres, reforçando a cooperação entre os Três Poderes para fortalecer políticas públicas em estados e municípios. A mobilização busca garantir um futuro mais seguro e igualitário para as mulheres brasileiras.

Resumo editorial produzido pela plataforma com apoio de inteligência artificial.

Notícias por município