Mato Grosso do Sul registra US$ 2,51 bi em exportações no 1º trimestre de 2026
Mato Grosso do Sul fechou o primeiro trimestre de 2026 com exportações totalizando US$ 2,51 bilhões, mantendo o superávit na balança comercial do Estado. Apesar de uma redução de 1,66% no valor exportado em relação ao mesmo período do ano anterior, o volume embarcado cresceu 11,83%, atingindo 6,82 milhões de toneladas, conforme dados da Secretaria de Meio Ambiente, Desenvolvimento, Ciência, Tecnologia e Inovação (Semadesc).
As importações também cresceram 10,10%, alcançando US$ 751,58 milhões, impulsionadas principalmente pela compra de gás natural, que representa quase um quarto do total importado. Como resultado, o saldo positivo da balança comercial foi de US$ 1,76 bilhão, valor 5,93% menor que o registrado em 2025.
O agronegócio segue como pilar das exportações sul-mato-grossenses, com destaque para a soja, que assumiu a liderança na pauta exportadora com 28,32% de participação, seguida pela celulose e carne bovina. O setor apresentou crescimento tanto nos preços quanto no volume exportado, apesar das pressões internacionais sobre os preços das commodities e a instabilidade geopolítica global, que limitam o aumento do valor exportado.
A China permanece como o principal destino dos produtos de Mato Grosso do Sul, absorvendo quase 45% das exportações do Estado. Os Estados Unidos, Países Baixos e Itália também figuram entre os maiores parceiros comerciais. A logística de escoamento concentra-se nos portos do Sul e Sudeste do Brasil, com Paranaguá e Santos liderando como principais pontos de saída.
No âmbito municipal, Três Lagoas se destaca como o maior exportador, responsável por quase 19% das vendas externas do Estado, seguida por Ribas do Rio Pardo, Dourados e Campo Grande. Enquanto a indústria de transformação registrou queda em preços e volume exportado, a indústria extrativa apresentou forte aumento de volume, compensando a queda nos preços.
A trajetória histórica do comércio exterior de Mato Grosso do Sul indica um padrão consistente de superávits desde 2015, sustentado principalmente pela exportação de commodities agrícolas e produtos industriais. O cenário atual reforça a importância de estratégias para diversificação de mercados e produtos, visando mitigar os impactos das oscilações internacionais e garantir a continuidade do crescimento econômico regional.
Resumo da Notícia
Resumo editorial produzido pela plataforma com apoio de inteligência artificial.