Cidadania Mato Grosso do Sul
Crédito da imagem: Falcette: consolidação da mentalidade conservacionista

Mato Grosso do Sul registra menor desmatamento do Brasil em 7 anos

Dados do MapBiomas mostram que 75,2% da área desmatada no estado tinha licença ambiental.

Mato Grosso do Sul registra menor desmatamento do Brasil em 7 anos

O controle do desmatamento em Mato Grosso do Sul é um exemplo positivo de como a legislação e as iniciativas de preservação podem ser eficazes. A proteção do Pantanal, um dos biomas mais ricos do mundo, é essencial para a biodiversidade e sustentabilidade regional.

Mato Grosso do Sul se destacou como a unidade da federação com a menor área de desmatamento sem licença ambiental nos últimos sete anos. De acordo com o Relatório Anual de Desmatamento 2026 do MapBiomas, entre 2019 e 2025, o estado perdeu 368.931 hectares de vegetação nativa, sendo que 277.357 hectares foram desmatados com autorização legal, representando 75,2% do total, a maior proporção do Brasil.

O aumento no controle e na fiscalização do desmatamento ilegal em Mato Grosso do Sul é notável. Em 2019, a área autorizada correspondia a apenas 31,6% do total desmatado, enquanto em 2025 esse número saltou para 94,3%. O bioma Pantanal, que abriga mais de 84% de sua vegetação nativa, também se destacou com apenas 163 alertas de desmatamento no ano passado, resultando em 12.260 hectares suprimidos, dos quais 10.042 hectares contavam com licença ambiental.

Artur Falcette, secretário de Meio Ambiente, Desenvolvimento, Ciência, Tecnologia e Inovação (Semadesc), atribui esse resultado a diversos fatores, incluindo a implementação da Lei do Pantanal, que trouxe maior segurança jurídica e clareza nas normas de conservação. A nova legislação estabelece restrições que protegem áreas ecologicamente sensíveis, como os corredores ecológicos, limitando a conversão de novas áreas para uso agrícola.

A Lei do Pantanal, vigente desde fevereiro de 2024, transformou as normas de conservação e uso sustentável do território, definindo áreas de proteção permanente e proibindo cultivos que não estavam previamente consolidados. Assim, a pecuária extensiva é permitida, desde que não cause degradação, e a agricultura familiar para produção de gêneros alimentícios é feita sem restrições.

Além das novas legislações, o estado implementou o Programa de Pagamento por Serviços Ambientais (PSA), que incentiva os produtores rurais a preservarem a vegetação nativa. No primeiro edital do programa, 40 produtores receberam R$ 2.961.274,95 para preservar 112.098,79 hectares de vegetação nativa em suas propriedades. O segundo edital está em andamento, com 23 inscrições aceitas e avaliações técnicas em curso.

Falcette ressalta ainda a evolução da mentalidade dos produtores, que hoje buscam um equilíbrio entre a produção agrícola e a preservação ambiental. O secretário acredita que essa mudança é crucial para a manutenção da harmonia no Pantanal, um ecossistema rico que precisa ser protegido para garantir biodiversidade e sustentabilidade a longo prazo.

Resumo da Notícia

Mato Grosso do Sul se destaca com a menor área de desmatamento sem licença ambiental no Brasil nos últimos sete anos, segundo o Relatório Anual de Desmatamento 2026 do MapBiomas. Entre 2019 e 2025, 368.931 hectares de vegetação nativa foram suprimidos, com 277.357 hectares autorizados. O bioma Pantanal, com 84% de cobertura vegetal nativa preservada, apresentou o segundo menor número de alertas de desmatamento. A Lei do Pantanal e programas de pagamento por serviços ambientais têm contribuído para essa redução significativa.

Resumo editorial produzido pela plataforma com apoio de inteligência artificial.