Mato Grosso do Sul Celebra o Dia do Cinema Brasileiro com Novos Desafios
Nesta sexta-feira (19), o Dia do Cinema Brasileiro é celebrado em meio a um cenário otimista para o audiovisual de Mato Grosso do Sul. O setor experimenta um impulso notável, com o fortalecimento de sua cadeia produtiva e um aumento na circulação de obras. Nos últimos cinco anos, o estado se beneficiou de mais de R$ 20 milhões em investimentos, especialmente por meio da Lei Paulo Gustavo (LPG), que tem sido crucial para o avanço do setor.
Além dos recursos da LPG, o Fundo de Investimentos Culturais (FIC) e a Política Nacional Aldir Blanc (PNAB) têm contribuído para garantir uma fonte contínua de financiamento. Em 2026, a Fundação de Cultura de Mato Grosso do Sul (FCMS) lançou três editais voltados especificamente para o audiovisual, totalizando R$ 1 milhão em recursos. Os editais abrangem desde a produção até a exibição de obras, refletindo um compromisso com o crescimento do setor.
Para o cineasta Roberto Leite, a atual onda de investimentos marca um marco histórico para o audiovisual no estado. Ele destaca que, embora as políticas federais tenham impulsionado o setor, o trabalho contínuo de profissionais locais foi fundamental para a construção do cenário atual. "A chegada da Lei Paulo Gustavo e da PNAB trouxe um fortalecimento significativo, permitindo que produtores e artistas desenvolvessem projetos com mais qualidade e alcançassem novos espaços de exibição," afirma Leite.
Os festivais de cinema, como o Curta Campo Grande, também refletem esse crescimento. O festival recebeu 32 inscrições de curtas-metragens produzidos em 2024 e 2025, um número expressivo comparado aos cinco curtas anuais registrados antes da pandemia. Para Dannon Lacerda, cineasta e produtor cultural, transformar esse crescimento em um desenvolvimento sustentável é o próximo desafio.
A criação da Film Commission de Mato Grosso do Sul é vista como uma iniciativa estratégica que pode ampliar a visibilidade do estado e atrair produções externas. Leite observa que essa ferramenta é essencial para fortalecer ainda mais o setor nos próximos anos. Além disso, a formação profissional, impulsionada pela criação do curso de Audiovisual na UFMS, contribui para a renovação e qualificação dos realizadores locais.
Thiago Rotta, cineasta, enfatiza que o audiovisual deve ser compreendido como um setor estratégico para o desenvolvimento do estado, com potencial para impactar a economia, o turismo e a identidade cultural. "O desafio é transformar essa potência criativa em um desenvolvimento contínuo," afirma.
Andréa Freire, coordenadora do Bonito CineSur, destaca a diversidade de linguagens e temáticas nas obras produzidas no estado. No entanto, ela alerta que o financiamento público, embora tenha impulsionado a produção, ainda é insuficiente para atender à demanda.
Os próximos passos para o setor incluem a consolidação de políticas permanentes de investimento, o fortalecimento da Film Commission e a ampliação dos mecanismos de distribuição. O diretor-presidente da FCMS ressalta a importância de celebrar os avanços já alcançados, enquanto mantém o foco nas oportunidades futuras que o cinema sul-mato-grossense pode oferecer, tanto dentro quanto fora do país.
Resumo da Notícia
Resumo editorial produzido pela plataforma com apoio de inteligência artificial.