Mato Grosso do Sul amplia vacinação contra chikungunya em quatro municípios
A Secretaria de Estado de Saúde de Mato Grosso do Sul (SES) anunciou a inclusão de quatro novos municípios na estratégia de vacinação contra a chikungunya. Amambai, Batayporã, Douradina e Sete Quedas passarão a receber o imunizante, com o início da nova etapa previsto para esta semana.
Para viabilizar essa expansão, a SES realizará o remanejamento de 14.400 doses que estavam inicialmente destinadas a Dourados. A distribuição das vacinas será feita de forma proporcional à população de cada município, com os imunizantes armazenados no Núcleo Regional de Saúde de Dourados, de onde as equipes municipais farão a retirada.
A inclusão dos novos municípios foi determinada pela Coordenação-Geral de Vigilância de Arboviroses (CGARB) do Ministério da Saúde, que utilizou critérios técnicos e epidemiológicos para a definição. Ana Paula Goldfinger, coordenadora de Imunização da SES, ressaltou a importância da estratégia, destacando que o objetivo é garantir a melhor utilização das doses disponíveis e aumentar a proteção da população.
A campanha de vacinação contra a chikungunya em Mato Grosso do Sul teve seu início em 16 de abril, quando o Estado recebeu 20 mil doses do imunizante IXCHIQ. Inicialmente, a vacina foi direcionada a Dourados e Itaporã, com a distribuição realizada de acordo com o tamanho da população de cada cidade. A SES é responsável pelo envio das doses, enquanto as secretarias municipais de saúde conduzem a aplicação da vacina.
A vacina contra a chikungunya é de dose única e indicada para pessoas com idades entre 18 e 59 anos. Entretanto, ela é contraindicada para gestantes, puérperas, pessoas com imunidade comprometida, doenças crônicas descompensadas e indivíduos que tenham histórico de reações alérgicas graves a componentes da vacina.
Além da vacinação, a SES destaca que a prevenção da chikungunya depende fortemente do engajamento da população no combate ao mosquito Aedes aegypti, vetor da doença. Medidas como vedar caixas d'água, evitar o acúmulo de água parada, limpar calhas e descartar corretamente recipientes que possam acumular água são fundamentais para a redução da proliferação do mosquito.
A SES continua monitorando o cenário epidemiológico e está preparada para adotar novas estratégias conforme necessário, reforçando a importância da vacinação e da participação comunitária no combate às arboviroses.
Resumo da Notícia
Resumo editorial produzido pela plataforma com apoio de inteligência artificial.