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Crédito da imagem: © Gisele Alves Santana/ Instagram

Marcas no pescoço de PM exumada levantam suspeitas de feminicídio

Advogado da família aponta indícios contrários à versão de suicídio no caso da policial Gisele Alves Santana

Implicações do Caso Gisele Santana

A investigação sobre a morte da policial Gisele Santana destaca a importância de apurar com rigor casos envolvendo violência doméstica e feminicídio. O desdobramento do caso pode influenciar medidas de proteção às mulheres e a atuação das forças de segurança, além de impactar a confiança pública na investigação de crimes dentro das corporações. A transparência e o avanço das perícias são essenciais para garantir justiça e segurança à sociedade.
Gisele Alves Santana. Foto: Gisele Alves Santana/instagram
© Gisele Alves Santana/ Instagram

O corpo da policial militar Gisele Alves Santana, exumado na última sexta-feira (6), apresentava marcas no pescoço, segundo informações do advogado da família da vítima, José Miguel da Silva Junior.

Ela foi encontrada com um tiro na cabeça, em 18 de fevereiro, no apartamento em que morava com o marido, o tenente-coronel Geraldo Leite. Ele estava no local e reportou o caso às autoridades como suicídio.

Segundo Silva Junior, as marcas encontradas no pescoço da vítima chamaram a atenção da perícia.

“No meu entendimento, com os outros elementos de prova, [as marcas] corroboram para o feminicídio. Esta marca é um fator preponderante, é uma equimose de dedos, como [se tivesse segurado] a pessoa com a mão”, relatou.

Essas informações, até o momento, são extraoficiais e ainda não constam nos autos do processo de investigação da morte de Gisele, informou o advogado. Ele aponta, no entanto, que já há elementos de prova nos autos que indicam o envolvimento do marido da vítima no crime.

“Nós temos um depoimento de uma testemunha vizinha que ouviu o disparo às 7h28. Ela fundamenta porque ela prestou atenção, é um hábito dela, principalmente quando ela se assusta, e ela se assustou. O coronel acionou o Copom às 7h57”, disse o advogado sobre o intervalo de quase meia hora até que o marido pedisse socorro.

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O fato de Geraldo Leite ter tomado banho após a ocorrência, segundo o advogado, é outro ponto chave na investigação.

“Tem outros depoimentos de socorristas que, ao chegarem ao local, já falaram ‘isso aqui está meio estranho para suicídio’. Tanto é que tiram a foto dela com a arma na mão. Eu acostei [a foto] nos autos”, relatou o advogado, sobre mais um elemento para a tese de feminicídio. 

Ele explicou que, na imagem, a vítima está com a arma na mão, o que seria incomum em casos de suicídio.

“Ela está segurando a arma, a arma está grudada na mão dela. Uma [pistola] ponto 40, [se] uma mulher com a mão geralmente pequena realiza um disparo, com certeza, vai perder os sentidos e a arma não vai cair colada na mão dela.”

O advogado confirmou ainda que três mulheres policiais foram ao apartamento do casal para fazer uma limpeza, horas após a ocorrência.

“Causa estranheza também. Eu já sabia dessa informação e têm imagens delas subindo para poder proceder a limpeza do apartamento. Elas já prestaram depoimento e já confirmaram isso”, contou.

A Agência Brasil solicitou confirmação à Secretaria da Segurança Pública (SSP) sobre atualização nas investigações.

“As investigações do caso seguem sendo realizadas pelo 8º DP. A autoridade policial aguarda os laudos referentes à reconstituição e exumação do corpo da vítima. Detalhes serão preservados, devido ao sigilo judicial imposto”, respondeu a pasta, em nota.

Resumo da Notícia

A exumação do corpo da policial militar Gisele Alves Santana revelou marcas no pescoço que indicam possível feminicídio, segundo o advogado da família. Gisele foi encontrada morta com um tiro na cabeça em fevereiro, e o marido, tenente-coronel Geraldo Leite, alegou suicídio. Entretanto, evidências como o intervalo entre o disparo e o pedido de socorro, a posição da arma na mão da vítima e o comportamento do marido após o fato levantam dúvidas. O advogado também destaca a presença de policiais femininas realizando limpeza no local pouco tempo depois, o que desperta questionamentos. As investigações seguem em sigilo, aguardando os laudos da perícia para esclarecer os detalhes do caso.

Resumo editorial produzido pela plataforma com apoio de inteligência artificial.

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