Mais de 430 agentes são capacitados em policiamento restaurativo para povos indígenas em MS
O Governo de Mato Grosso do Sul deu início a uma formação inédita destinada a 430 agentes de segurança pública, focada em Policiamento Restaurativo voltado aos povos indígenas. A ação começou em Dourados e seguirá até o dia 7 de maio, passando por Naviraí, Ponta Porã, Aquidauana e Corumbá, municípios com grande presença de comunidades originárias.
Esse programa integra uma estratégia do Estado para aproximar forças de segurança das populações indígenas, promovendo um trabalho baseado no diálogo e na reparação de danos, em substituição às práticas punitivas tradicionais. Durante dois dias, os participantes aprofundam conceitos como Justiça Restaurativa, Policiamento Indígena e experiências internacionais adaptadas ao contexto brasileiro.
Na abertura em Dourados, o secretário de Estado da Cidadania, José Francisco Sarmento Nogueira, ressaltou a importância do reconhecimento das diferenças culturais e da valorização dos saberes indígenas para a construção de uma sociedade mais justa e pacífica. "Estamos construindo um caminho que amplia o respeito e o diálogo como ferramentas centrais", afirmou.
A juíza federal Raquel Domingues do Amaral, coordenadora do Centro de Justiça Restaurativa, explicou que o modelo restaurativo foca na reparação dos danos sociais e na reconstrução das relações, ao invés de apenas aplicar penalidades. Essa abordagem visa transformar conflitos de forma mais humana e eficaz dentro do sistema de justiça.
Além de fortalecer a atuação das forças de segurança estaduais, o projeto promove intercâmbio internacional, com participação de profissionais e indígenas de países como Canadá, Reino Unido e Estados Unidos. Em Corumbá e Ponta Porã, policiais da Bolívia e Paraguai também serão convidados a integrar a formação, ampliando o diálogo transfronteiriço.
Essa iniciativa pioneira, financiada pelo Fundo Estadual de Segurança Pública, demonstra o compromisso do governo sul-mato-grossense em desenvolver políticas públicas que respeitam a diversidade cultural e promovem a paz social. A continuidade do projeto em cinco municípios reforça a intenção de consolidar uma rede de policiamento baseada na cultura de paz e na cooperação entre forças de segurança e comunidades indígenas.
Resumo da Notícia
Resumo editorial produzido pela plataforma com apoio de inteligência artificial.