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Mães Atípicas Concluem Curso de Crochê em Campo Grande

Capacitação da Escap ensina técnicas de crochê e promove convivência entre mães.

Mães Atípicas Concluem Curso de Crochê em Campo Grande

A capacitação em crochê não apenas ensina uma nova habilidade, mas também oferece suporte emocional e social para mães atípicas, promovendo a troca de experiências e a possibilidade de geração de renda.

Na última semana, 20 mães atípicas de Campo Grande participaram da conclusão de um curso de crochê promovido pela Escola de Capacitação para Mulheres (Escap). A cerimônia de entrega de certificados ocorreu no Núcleo de Assistência Social (NAS) do Centro de Educação Especial Girassol, localizado na Vila Santa Branca.

Durante o curso, as participantes aprenderam técnicas de crochê para confecção de panos de prato, que podem ser utilizadas tanto como um passatempo terapêutico quanto como uma forma de complementar a renda familiar. A iniciativa surgiu a partir de uma demanda das próprias mulheres atendidas no espaço, que expressaram interesse em aprender a técnica.

A secretária executiva da Mulher, Angélica Fontanari, enfatizou a importância de ouvir as necessidades da comunidade. "Quando chegamos a um território, primeiro escutamos quem está ali. A partir dessa escuta, entendemos quais são os interesses e as necessidades daquela comunidade", explicou. Essa abordagem visa oferecer capacitações que realmente façam sentido para a realidade das mulheres envolvidas.

A coordenadora da Escap, Rafaela Maia, reforçou que a escolha dos cursos é baseada em diálogos com as lideranças locais. "Nós fazemos uma visita, estudamos o cenário e identificamos, naquele encontro, qual curso a comunidade tem interesse em fazer. É essencial que a capacitação desperte interesse e atenda às necessidades de cada local", destacou.

A oficina foi conduzida pela professora voluntária Suelem Mary da Silva, que ensinou desde os primeiros pontos até o acabamento dos panos de prato. Ela ressaltou que o curso é estruturado para ser simples, permitindo que as participantes desenvolvam a técnica e, potencialmente, consigam uma fonte de renda extra.

Algumas participantes, como Divina Pereira Maia, já possuíam experiência em crochê e aproveitaram a oportunidade para aprimorar suas habilidades. "Estou amando. Isso é uma terapia e uma oportunidade de trabalho. Venho fazendo crochê há 30 anos e agora estou aprimorando para pegar o certificado", compartilhou.

Maria Ramona Cermento Maciel, outra participante, destacou a importância da convivência. "Fazer amizade com o pessoal também é muito bom. Para nós, mães atípicas, é importante trocar ideias e ter essa convivência", afirmou. Ela já tinha conhecimento em crochê, mas estava ansiosa para aprender novos acabamentos.

O NAS, onde a capacitação ocorreu, serve como um suporte para famílias atendidas pelo Centro de Educação Especial Girassol, administrado pela CEDEG-Apae de Campo Grande. A assistente social Vanderlaine Pereira explicou que muitas mães permanecem no local durante o atendimento dos filhos, transformando esse tempo em uma oportunidade de aprendizado e socialização.

A capacitação de crochê não apenas ensinou uma nova habilidade, mas também proporcionou um espaço para as participantes trocarem experiências e fortalecerem laços, criando um ambiente acolhedor e de apoio. Além disso, essa técnica pode se transformar em uma alternativa viável de geração de renda para essas mulheres.

Resumo da Notícia

Na última semana, 20 mães atípicas de Campo Grande finalizaram um curso de crochê promovido pela Escola de Capacitação para Mulheres (Escap). A atividade, realizada no Núcleo de Assistência Social do Centro de Educação Especial Girassol, proporcionou aprendizado de técnicas úteis para terapia ou geração de renda. A ação, solicitada pelas próprias participantes, reforça a importância de capacitações alinhadas às necessidades da comunidade.

Resumo editorial produzido pela plataforma com apoio de inteligência artificial.

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