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Crédito da imagem: © Fabio Rodrigues-Pozzebom/Agência Brasil

Lula rejeita expansão de escolas cívico-militares no novo Plano Nacional de Educação

Presidente sanciona PNE com metas para melhorar qualidade e inclusão na educação pública em 10 anos

Lula rejeita expansão de escolas cívico-militares no novo Plano Nacional de Educação

O Plano Nacional de Educação define metas claras para ampliar o acesso e a qualidade do ensino público brasileiro, sem apostar no modelo cívico-militar. Essa decisão reforça o compromisso com uma educação inclusiva e igualitária, essencial para o desenvolvimento social e econômico do Brasil nas próximas décadas.

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva sancionou nesta terça-feira (14), no Palácio do Planalto, o novo Plano Nacional de Educação (PNE), que estabelece diretrizes para o setor pelos próximos 10 anos. Durante o evento, Lula ressaltou que o país não precisa expandir escolas cívico-militares na rede pública e gratuita, destacando que quem desejar seguir carreira militar deve se preparar para isso, mas a educação básica deve ser comum a todos, sob a orientação do Ministério da Educação.

O PNE, definido pelo presidente como uma obra-prima, apresenta 19 objetivos que abrangem desde a educação infantil até o ensino superior. Entre as principais metas estão a universalização da pré-escola em até dois anos, atendimento integral à demanda por creches, alfabetização até o segundo ano do ensino fundamental e ampliação da jornada escolar para pelo menos sete horas diárias, com o objetivo de atingir 65% das escolas públicas até 2036.

Além disso, o plano prevê o aumento dos investimentos públicos da atual faixa de 5,5% do PIB para 7,5% em sete anos, alcançando a marca de 10% até o final de 2036. No ensino médio e técnico, a meta é ampliar para 50% o número de matrículas na educação profissional, com metade da oferta na rede pública, e garantir internet de alta velocidade em todas as escolas públicas.

Lula também criticou a visão restritiva que considera a educação um privilégio de poucos, lembrando que o país já teve políticas que invisibilizavam grande parte da população. Ele defendeu a importância de ampliar o acesso à universidade para grupos historicamente excluídos, como indígenas e quilombolas, e alertou para a necessidade de vigilância da sociedade para garantir a execução das metas previstas.

O ministro da Educação, Leonardo Barchini, destacou que o plano é o melhor já apresentado, com foco em equidade e qualidade. Ele enfatizou o compromisso com a educação inclusiva, contemplando grupos tradicionais, educação do campo e a linguagem de sinais. O PNE marca um passo importante para transformar o sistema educacional brasileiro, com metas claras para medir resultados e garantir maior acesso e qualidade para todos os estudantes.

Resumo da Notícia

Ao sancionar o Plano Nacional de Educação (PNE), o presidente Luiz Inácio Lula da Silva afirmou que o Brasil não precisa ampliar o modelo de escolas cívico-militares no ensino público. O plano, considerado por Lula uma obra-prima, estabelece 19 objetivos para os próximos 10 anos, incluindo universalização da pré-escola, ampliação do investimento público para até 10% do PIB e expansão do ensino técnico. O presidente destacou a importância de garantir acesso igualitário à educação, criticando resistências a políticas inclusivas para indígenas e quilombolas. O ministro da Educação ressaltou o foco do PNE na equidade e na qualidade do ensino em todo o país.

Resumo editorial produzido pela plataforma com apoio de inteligência artificial.

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