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Lula participa de Cúpula da Celac para fortalecer integração regional

Encontro em Bogotá reúne líderes para debater segurança alimentar, tensões e cooperação na América Latina

Impactos da Cúpula da Celac

A reunião fortalece a cooperação entre países latino-americanos, promovendo estratégias conjuntas para enfrentar desafios como segurança alimentar e energética. As decisões tomadas podem influenciar políticas regionais, melhorar a estabilidade social e econômica, além de ampliar a ajuda humanitária, refletindo diretamente na qualidade de vida das populações envolvidas.
Brasília (DF), 18/03/2026 - O presidente da República, Luiz Inácio Lula da Silva, participa de cerimônia de assinatura de decretos que regulamentam o Estatuto Digital da Criança e do Adolescente - ECA. Foto: Valter Campanato/Agência Brasil
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O presidente Luiz Inácio Lula da Silva viaja na noite de sexta-feira (20) para Bogotá (Colômbia) para participar da 10ª Cúpula da Comunidade de Estados Latino-Americanos e Caribenhos (Celac), que acontece no sábado (21). Representantes de países africanos também devem participar como convidados. 

Temas como segurança alimentar e energética, além de tensões regionais, podem ser tratadas no evento. 

Além de Lula, outros três presidentes estão confirmados no encontro: o colombiano Gustavo Petro, o uruguaio Yamandú Orsi e o primeiro-ministro de São Vicente e Granadinas, Ralph Gonsalves. Estarão também presentes ao menos 20 chanceleres.

A secretária de América Latina e Caribe do Ministério das Relações Exteriores, embaixadora Gisela Padovan, explica que a presença do presidente brasileiro no encontro confirma o compromisso do Brasil com a integração regional. 

“Ainda mais no mundo como o de hoje, onde proliferam unilateralismos e medidas coercitivas. Nós avaliamos que é muito importante a manutenção de um espaço regional de diálogo”, disse a embaixadora nesta quarta-feira (18).  

Tensões 

O Itamaraty manifestou “grave preocupação” com relatos de mortes na zona fronteiriça entre Colômbia e Equador. Segundo a embaixadora, a situação na fronteira teve uma redução de temperatura. 

Ela adianta que um dos itens que deve constar na declaração final, conforme defende o governo brasileiro, é consolidar que a região forma uma zona de paz. Ao mesmo tempo, ainda não há previsão de como a Celac tratará a situação de Cuba. 

“Nós estamos muito preocupados com a situação humanitária da população cubana. Então nós estamos fazendo doações de remédios e alimentos”. 

Segundo o Itamaraty, está prevista a doação de 20 mil toneladas de arroz com casca, 200 toneladas de arroz polido, 150 toneladas de feijão preto e mais 500 toneladas de leite em pó. “São doações de caráter comunitário sendo feitas via Programa Mundial de Alimentos”. 

A embaixadora explica que, tradicionalmente, há menções sobre a situação de Cuba. "Entendo que só no final que a gente vai saber como é que vai ser essa declaração".

Fluxos comerciais 

A Celac reúne 33 países que, juntos, têm 20 milhões de quilômetros quadrados e 650 milhões de pessoas. O Brasil tem um fluxo comercial com a região de R$ 100 bilhões, valor que é maior do que com a União Europeia Europeia e os Estados Unidos e se compara apenas com a China. “A América Latina e o Caribe são destinos de 40% das nossas exportações de manufaturados”. 

Outra ponderação da embaixadora é que os países formam uma potência agroalimentar. “América Latina e o Caribe produzem alimentos para três vezes a sua população. Então, somos grandes exportadores”. 

No encontro, a presidência da Celac passará da Colômbia para o Uruguai, que apresentará as prioridades da sua gestão. Segundo a embaixadora, será feita uma avaliação de iniciativas concretas, como o plano de segurança alimentar e nutricional da cúpula. 

“Há um mecanismo com um fundo de resposta a riscos de desastres naturais”, diz. Na conclusão do evento, haverá uma declaração final. 

Resumo da Notícia

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva viajou para Bogotá a fim de participar da 10ª Cúpula da Celac, que reúne 33 países da América Latina e Caribe com o objetivo de debater temas como segurança alimentar, energética e tensões regionais, especialmente na fronteira entre Colômbia e Equador. A presença de líderes como Gustavo Petro e Yamandú Orsi reforça o compromisso com a integração regional e o diálogo frente a desafios globais. O Brasil também anunciou doações significativas de alimentos para Cuba, destacando a preocupação humanitária no país. Durante o evento, será feita a transição da presidência da Celac da Colômbia para o Uruguai, que apresentará planos para fortalecer a segurança alimentar e a resposta a desastres naturais na região. O encontro deve culminar em uma declaração final que reafirma a importância da cooperação e da paz na América Latina e Caribe.

Resumo editorial produzido pela plataforma com apoio de inteligência artificial.

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