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Lula critica corte tímido da Selic e espera redução maior dos juros

Presidente desaprova decisão do Banco Central de cortar taxa Selic em 0,25%, diante da guerra no Oriente Médio.

Impacto da redução da Selic

A diminuição da taxa Selic influencia diretamente o custo do crédito e o consumo, afetando a economia e o bolso dos brasileiros. Embora o corte tenha sido menor que o esperado, ele sinaliza um esforço para estimular investimentos e a geração de empregos, mesmo diante de incertezas globais. A decisão do Banco Central reflete o equilíbrio entre controlar a inflação e incentivar o crescimento econômico, impactando decisões financeiras de famílias e empresas.
São Paulo (SP), 19/03/2026 - Presidente da República, Luiz Inácio Lula da Silva, participa da abertura da 17ª Caravana Federativa, onde haverá a entrega de veículos e equipamentos nas áreas de Saúde e Segurança Pública, além de mais unidades habitacionais no estado. Foto: Paulo Pinto/Agência Brasil
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O presidente Luiz Inácio Lula da Silva contestou, nesta quinta-feira (19), o corte de 0,25 ponto percentual na Taxa Selic, juros básicos da economia. Apesar das tensões em torno da guerra no Oriente Médio, o Banco Central (BC) cortou os juros pela primeira vez em quase dois anos na reunião desta quarta-feira (18).

“Estou triste, porque eu esperava que o nosso Banco Central baixasse o juro pelo menos em 0,5%. E baixou só em 0,25, dizendo que é por causa da guerra. Essa guerra até no nosso Banco Central? Não é possível”, disse o presidente Lula em evento do governo federal em São Paulo.

Por unanimidade, o Comitê de Política Monetária (Copom) reduziu a Selic de 15% ao ano para 14,75%. A decisão era esperada pelo mercado financeiro, de acordo com dados do boletim Focus, ainda que parte dos analistas apostasse em uma redução maior. Antes da escalada do conflito no Oriente Médio, a expectativa predominante era de um corte de 0,5 ponto.

“Nós estamos fazendo um sacrifício que vocês não têm noção. O sacrifício que nós estamos fazendo para fazer a economia crescer, para fazer a geração de emprego, para aumentar o salário das pessoas, vocês não têm noção”, acrescentou Lula, em referência aos impactos que a Selic em alta causa na economia, como a desaceleração da atividade econômica.

Em 15% ao ano, a Selic estava no maior nível desde julho de 2006, quando era de 15,25% ao ano. De setembro de 2024 a junho de 2025, a taxa foi elevada sete vezes seguidas, mas não foi alterada nas quatro reuniões seguintes.

Na ata da reunião de janeiro, o Copom afirmou que iniciaria um ciclo de corte nos juros na reunião desta semana, mas o comunicado divulgado na quarta-feira (18) trouxe mais cautela diante do aumento das incertezas provocado pelo conflito no Oriente Médio. O BC não descartou rever o ciclo de baixa, caso seja necessário.

A taxa básica de juros serve de referência para as demais taxas da economia e é o principal instrumento do Banco Central para manter a inflação sob controle. A previsão do mercado é que a Selic encerre 2026 em 12,25% ao ano.

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Inflação

A inflação oficial, medida pelo Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA), acelerou para 0,7% em fevereiro, pressionada por gastos com educação. No entanto, o acumulado em 12 meses recuou para 3,81%, abaixo dos 4% pela primeira vez desde maio de 2024.

Segundo o último boletim Focus, a estimativa de inflação para 2026 subiu de 3,8% para 4,1%, por causa do conflito no Oriente Médio.

Isso representa inflação pouco abaixo do teto da meta contínua estabelecida pelo Conselho Monetário Nacional (CMN), de 3%, podendo chegar a 4,5%, com o intervalo de tolerância de 1,5 ponto.

Resumo da Notícia

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva expressou insatisfação com a decisão do Banco Central de reduzir a taxa Selic em apenas 0,25 ponto percentual, enquanto ele esperava um corte de pelo menos 0,5%. A diminuição, a primeira em quase dois anos, foi influenciada pelas incertezas provocadas pelo conflito no Oriente Médio. A Selic foi ajustada de 15% para 14,75% ao ano, taxa que vinha alta desde 2006 e passou por sete aumentos consecutivos. Lula ressaltou o esforço do governo para incentivar o crescimento econômico, a geração de empregos e o aumento dos salários, apesar dos impactos negativos da alta dos juros. A inflação oficial acelerou em fevereiro, mas mantém-se abaixo dos 4% no acumulado anual. O Banco Central sinalizou cautela para futuras decisões, podendo revisar o ciclo de redução conforme o cenário econômico. A expectativa é que a Selic termine 2026 em 12,25%, enquanto a inflação pode alcançar 4,1%, próxima ao teto da meta estabelecida pelo Conselho Monetário Nacional.

Resumo editorial produzido pela plataforma com apoio de inteligência artificial.

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