Lula convoca centrais sindicais para pressionar fim da escala 6x1 e reduzir jornada
O presidente Luiz Inácio Lula da Silva reforçou a necessidade de mobilização das centrais sindicais para pressionar a aprovação do projeto que limita a jornada de trabalho a 40 horas semanais e extingue a escala 6x1. O pedido foi feito durante reunião no Palácio do Planalto, um dia após o envio da proposta ao Congresso Nacional.
Na ocasião, Lula recebeu dos representantes sindicais 68 reivindicações que refletem as demandas da classe trabalhadora, apresentadas na "marcha da classe trabalhadora" realizada na Esplanada dos Ministérios, em Brasília. O presidente destacou que a aprovação da proposta dependerá da luta conjunta dos trabalhadores e das centrais para enfrentar os desafios políticos do momento.
O presidente também homenageou o ativista Rick Azevedo, fundador do movimento Vida Além do Trabalho, cuja luta pessoal contra o burnout e a depressão causada pela escala 6x1 inspirou o projeto de redução da jornada. Lula sugeriu que, caso a lei seja aprovada, ela leve o nome do ativista como reconhecimento.
Durante o encontro, Lula criticou as reformas Trabalhista e da Previdência, que, segundo ele, representaram retrocessos para os direitos dos trabalhadores. Ele alertou ainda para grupos de oposição que defendem mudanças que poderiam ampliar a jornada de trabalho, citando como exemplo a reforma argentina que permite até 12 horas diárias.
Os líderes sindicais celebraram a iniciativa do governo. Adilson Araújo, presidente da Central dos Trabalhadores e Trabalhadoras do Brasil (CTB), ressaltou que a redução da jornada poderia gerar até 4 milhões de empregos, além de abrir espaço para uma indústria mais sustentável e justa. Ele chamou atenção para os riscos da pejotização, prática que precariza vínculos trabalhistas.
Miguel Torres, presidente da Força Sindical, destacou a participação de mais de 20 mil trabalhadores na marcha e reforçou que o projeto oferece benefícios como mais tempo para saúde, lazer e família. O coordenador do Fórum das Centrais Sindicais, Clemente Ganz, ressaltou que a pauta apresentada ao presidente é ampla e voltada para os próximos cinco anos, considerando as transformações tecnológicas, o impacto da inteligência artificial e as questões ambientais.
Ricardo Patah, da União Geral dos Trabalhadores, pediu atenção especial aos trabalhadores de aplicativos e entregadores, enfatizando a importância da proteção à saúde e à juventude. A presidenta da Nova Central Sindical de Trabalhadores, Sônia Zerino, também destacou a necessidade de incluir o combate ao feminicídio na agenda trabalhista, reforçando a importância da educação para conscientização da população.
O encontro reforça a complexidade do cenário trabalhista brasileiro, marcado por avanços e desafios. A mobilização das centrais sindicais será decisiva para transformar o projeto em lei, com impacto direto na qualidade de vida de milhões de brasileiros e na dinâmica do mercado de trabalho nos próximos anos.
Resumo da Notícia
Resumo editorial produzido pela plataforma com apoio de inteligência artificial.