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Lula anuncia criação do Ministério da Segurança Pública após aprovação da PEC

Presidente promete novo orçamento para fortalecer combate ao crime e ampliar atuação federal

Novo Ministério da Segurança Pública

A criação do Ministério da Segurança Pública representa uma mudança significativa na gestão da segurança no Brasil, centralizando recursos e ações para combater o crime organizado. A medida pode fortalecer a coordenação entre diferentes níveis de governo e ampliar a capacidade de resposta das forças policiais, impactando diretamente a segurança da população e a eficiência das políticas públicas na área.

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva afirmou, nesta sexta-feira (6), que irá criar o Ministério da Segurança Pública assim que o Congresso Nacional aprovar a Proposta de Emenda à Constituição (PEC) da Segurança Pública, enviada pelo governo em abril do ano passado.

Segundo ele, a ideia é estabelecer um orçamento novo para “colocar dinheiro de verdade” no combate ao crime organizado e às facções.

“Aprove a PEC, que o ministério [da Segurança Pública] será criado. Será criado um orçamento novo, para que a gente possa colocar dinheiro de verdade, para melhorar a vida dos policiais, para melhorar a inteligência da polícia e para a gente poder fazer o combate da fronteira à capital”, afirmou Lula.

A proposta é uma das apostas do governo federal para ampliar a segurança do cidadão, que prevê, entre outras questões, uma maior integração entre a União e os entes federados, e dar respaldo constitucional ao Sistema Único de Segurança Pública (Susp), criado por lei ordinária em 2018.

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Em entrevista à TV Aratu, em Salvador (BA), Lula explicou que a PEC visa definir qual é a participação do governo federal na segurança pública e que um dos objetivos é aumentar o efetivo das forças federais para intervir nos estados “quando necessário, a pedido do governador”.

O texto propõe atualizar as competências das polícias Federal (PF) e Rodoviária Federal (PRF).

“Eu quero aprovar essa PEC para mudar a cara da segurança pública nesse país e que o governo federal não seja apenas um repassador de pequeno recurso. O governo federal só tem R$ 2 bilhões no fundo de segurança pública”, destacou.

"Se o governo federal vai entrar na questão, nós temos que ter um orçamento especial, com muito dinheiro, para que a intervenção seja teórica e prática ao mesmo tempo”, completou Lula.

A PEC, entretanto, vem sofrendo resistências no Parlamento e por parte de governadores, em especial, contra dispositivo que atribui à União a elaboração do plano nacional de segurança pública que deverá ser observado pelos estados e Distrito Federal.

“Quem não concordou são os estados que não querem que o governo federal tenha qualquer intervenção. Goiás, São Paulo, Minas Gerais, alguns estados do Sul não quiseram. Mas a PEC é para dizer o seguinte, o governo federal está disposto a participar ativamente em parceria com o governo dos estados na questão da segurança pública”, disse o presidente.

Resumo da Notícia

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva afirmou que criará o Ministério da Segurança Pública assim que o Congresso aprovar a Proposta de Emenda à Constituição (PEC) que visa fortalecer a segurança no país. A iniciativa busca ampliar recursos e integrar ações entre União, estados e Distrito Federal para combater o crime organizado e melhorar as condições das forças policiais. Lula destacou que o novo ministério terá orçamento próprio para investir em inteligência policial e ampliar o efetivo das forças federais, possibilitando intervenções nos estados quando necessário. A PEC também propõe atualizar as competências da Polícia Federal e da Polícia Rodoviária Federal. Apesar do apoio do governo federal, a proposta enfrenta resistência de alguns governadores, que questionam a intervenção da União no plano nacional de segurança pública. Lula reforça a importância da cooperação entre as esferas de governo para transformar a segurança pública no Brasil.

Resumo editorial produzido pela plataforma com apoio de inteligência artificial.

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