Saúde e Bem-Estar Mato Grosso do Sul
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Levantamento do LIRAa em MS aponta risco de arboviroses em 76 municípios

Dados de maio revelam áreas críticas e estratégias de combate ao Aedes aegypti no Estado.

Levantamento do LIRAa em MS aponta risco de arboviroses em 76 municípios

Esse levantamento é crucial para a saúde pública, pois fornece informações que permitem uma resposta mais eficaz contra as arboviroses, ajudando a prevenir surtos e a proteger a população.

A Secretaria de Estado de Saúde de Mato Grosso do Sul (SES) divulgou os resultados do segundo ciclo do Levantamento de Índice Rápido para o Aedes aegypti (LIRAa) de 2026, realizado em maio. Os dados coletados em 76 municípios são essenciais para o planejamento e a implementação de ações de prevenção e controle das arboviroses, que incluem dengue, zika e chikungunya.

O levantamento revelou diferentes níveis de infestação do mosquito Aedes aegypti, possibilitando que as autoridades estaduais e municipais desenvolvam estratégias mais eficientes no combate ao vetor. Municípios como Eldorado (9,8), Santa Rita do Pardo (7,5) e Ribas do Rio Pardo (6,6) estão entre os que apresentam os maiores índices, classificados como de alto risco pela estrutura do Ministério da Saúde.

Além das cidades em situação crítica, a pesquisa também identificou localidades como Água Clara (4,1) e Camapuã (4,0), que estão em níveis próximos ao limite de risco, reforçando a urgência de vigilância e controle nessas áreas. Crhistinne Maymone, secretária adjunta de Saúde, destacou a importância do LIRAa como uma ferramenta fundamental para a tomada de decisões, afirmando que ações preventivas devem ser implementadas o quanto antes para minimizar a proliferação do mosquito.

Os municípios que apresentam índices de infestação entre 1 e 3,9 foram classificados como em risco intermediário. Entre eles estão Bataguassu (3,8) e Coronel Sapucaia (3,0). Para essas cidades, a recomendação é manter o monitoramento contínuo e as atividades rotineiras de eliminação de criadouros, essenciais para evitar o aumento dos índices de infestação e, consequentemente, a ocorrência de casos de arboviroses.

A SES também ressaltou a relevância da vigilância contínua, pois alguns municípios, como Ladário e Nioaque, apresentaram índice zero. Entretanto, é vital que esses resultados sejam considerados junto a outras ferramentas de monitoramento, como ovitrampas e dados epidemiológicos, para uma avaliação mais robusta da situação.

Márcio Luiz de Oliveira, gerente estadual de Combate às Arboviroses, enfatizou que o LIRAa ajuda a identificar áreas vulneráveis e a direcionar o apoio técnico necessário. Ele alertou que, mesmo em períodos com menor volume de chuvas, a população deve continuar atenta aos possíveis criadouros dentro das residências. O combate ao mosquito Aedes aegypti requer um esforço contínuo e coletivo.

A SES reforça que a colaboração da população é fundamental no combate ao Aedes aegypti. A eliminação de recipientes que acumulam água e a limpeza periódica de quintais são medidas eficazes para reduzir a proliferação do mosquito. A orientação é que todos os municípios mantenham ações permanentes de vigilância e prevenção, contribuindo para a proteção da saúde da população.

Resumo da Notícia

O segundo ciclo do LIRAa de 2026, realizado em maio, identifica altos índices de infestação do Aedes aegypti em Mato Grosso do Sul. O levantamento ajuda a direcionar ações de prevenção às arboviroses, como dengue, zika e chikungunya, destacando municípios que necessitam de atenção especial e reforçando a importância da colaboração da população no combate ao mosquito transmissor.

Resumo editorial produzido pela plataforma com apoio de inteligência artificial.