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Crédito da imagem: © Tomaz Silva/Agência Brasil

Justiça condena a 18 anos terceiro acusado pela morte de congolês no Rio

Brendon Alexander Luz da Silva foi sentenciado por agressões que duraram mais de 12 minutos em quiosque da Barra da Tijuca

Justiça condena a 18 anos terceiro acusado pela morte de congolês no Rio

A condenação reforça a responsabilização penal por crimes de violência extrema, destacando a importância da justiça em casos envolvendo imigrantes e trabalhadores vulneráveis. Para o público, evidencia como a impunidade pode ser combatida mesmo em situações complexas e de repercussão social.

A Justiça do Rio de Janeiro condenou Brendon Alexander Luz da Silva a 18 anos e 8 meses de prisão em regime fechado pela morte do congolês Moïse Mugenvi Kabagambe, ocorrida em 24 de janeiro de 2022. Ele é o terceiro acusado a ser sentenciado pelo crime brutal que chocou o país.

O caso ganhou repercussão nacional pela violência do ataque registrado em imagens de câmeras de segurança. Moïse foi espancado por quase 13 minutos com socos, chutes e golpes de taco de beisebol, após cobrar o pagamento de diárias atrasadas ao dono do quiosque Tropicália, na praia da Barra da Tijuca, zona oeste do Rio.

Durante o julgamento no 1º Tribunal do Júri, a juíza Alessandra da Rocha Lima Roidis ressaltou a crueldade do crime, que incluiu a imobilização prolongada da vítima para que os agressores pudessem continuar as agressões. Brendon foi criticado por não agir para impedir a violência, mesmo estando ao lado de Moïse enquanto ele sofria os ataques.

Testemunhas apresentaram relatos contraditórios sobre os acontecimentos. Uma vizinha do quiosque afirmou ter ouvido gritos, mas também mencionou que a vítima estaria descontrolada por motivos pessoais. O dono do Tropicália negou dívidas com Moïse e confirmou que ele aparentava estar alterado no dia do crime. O gerente do estabelecimento descreveu o momento como traumático e confirmou que a vítima foi amarrada.

Em seu depoimento, Brendon admitiu ter amarrado Moïse, mas negou a intenção de matá-lo e afirmou que tentou imobilizá-lo até a chegada da polícia, além de ter tentado realizar massagem cardíaca após perceber que a vítima estava desacordada. Ele pediu perdão à família da vítima e à sua mãe presente no tribunal.

Com as condenações anteriores de outros dois réus que totalizam 44 anos de prisão, o caso reforça a condenação da violência extrema contra trabalhadores imigrantes no Brasil. A decisão judicial reforça o compromisso do sistema de justiça em punir crimes cruéis e proteger direitos humanos, além de sinalizar que a impunidade não prevalecerá em situações de violência grave.

Os próximos passos incluem o cumprimento das penas e a continuidade das investigações para assegurar justiça integral às vítimas e suas famílias, além da análise de eventuais recursos apresentados pelos condenados.

Resumo da Notícia

Brendon Alexander Luz da Silva recebeu sentença de 18 anos e 8 meses de prisão em regime fechado pelo assassinato de Moïse Mugenvi Kabagambe, congolês morto em janeiro de 2022 na Barra da Tijuca, Rio de Janeiro. Ele é o terceiro réu condenado no caso, que já resultou em penas que somam 44 anos para os outros dois envolvidos. As agressões foram filmadas e duraram quase 13 minutos, com uso de taco de beisebol e violência física intensa. O crime aconteceu após cobrança de diárias atrasadas e foi julgado pelo 1º Tribunal do Júri. A juíza destacou a crueldade das ações e a omissão do acusado em impedir a violência. O julgamento contou com depoimentos que revelaram contradições, mas confirmou o cenário de brutalidade e negligência. Brendon alegou que não teve intenção de matar e pediu perdão à família da vítima.

Resumo editorial produzido pela plataforma com apoio de inteligência artificial.

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