Juros altos impactam mais o emprego que tarifaço em 2025, diz ministro

Ministro Luiz Marinho destaca que alta da Selic teve efeito mais amplo na geração de empregos do que tarifas dos EUA

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Impacto dos juros no emprego

A alta da taxa Selic tem influência direta na redução das contratações formais, afetando a geração de empregos em diversos setores. Esse cenário pode limitar o crescimento econômico e a estabilidade do mercado de trabalho no próximo ano, tornando essencial a atenção às políticas monetárias para estimular investimentos e preservar vagas.

A alta da taxa básica de juros teve impacto maior sobre a geração de empregos em 2025 do que o tarifaço imposto pelo governo dos Estados Unidos, Donald Trump, disse nesta quinta-feira (29) o ministro do Trabalho e Emprego, Luiz Marinho. A declaração foi feita durante a divulgação dos dados do Cadastro Geral de Empregados e Desempregados (Caged).

“O tarifaço impactou, claro, mas acho que o impacto dos juros foi maior que o do tarifaço. Do ponto de vista global da indústria, o efeito dos juros é mais danoso”, afirmou Marinho em coletiva de imprensa.

De acordo com o ministro, os efeitos da sobretaxa americana se concentraram em setores específicos da economia e foram parcialmente mitigados por medidas adotadas pelo governo, como a abertura de novos mercados e planos de apoio a empresas afetadas. Para Marinho, a Taxa Selic (juros básicos da economia), atualmente em 15% ao ano, teria efeito mais amplo sobre investimentos e contratações.

“O Banco Central esperava e trabalhou para diminuir o ritmo do crescimento. O problema é que isso reflete em queimar orçamento para pagar juros”, disse Marinho, voltando a criticar a política monetária e relacionar a desaceleração do mercado de trabalho à elevação dos juros.

Marinho afirmou ainda que janeiro de 2026 apresenta números preliminares positivos, mas alertou que a manutenção dos juros elevados pode comprometer uma parte significativa do ano.

“Com juros altos, é natural que investidores posterguem decisões”, concluiu.

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Empregos

O Brasil criou 1,279 milhão de vagas formais ao longo de 2025, resultado 23,73% inferior ao registrado em 2024, quando foram abertas cerca de 1,677 milhão de vagas. O desempenho é o pior desde 2020, ano marcado pela pandemia, quando o saldo foi negativo.

Os dados do Caged mostram que o saldo positivo de 2025 foi resultado de 26,6 milhões de admissões e 25,3 milhões de desligamentos. Em dezembro, tradicionalmente marcado por fatores sazonais, o mercado de trabalho registrou fechamento líquido de 618 mil vagas, número que, segundo Marinho, está em linha com o padrão histórico do mês, devido ao fim de contratos temporários e ajustes de custos pelas empresas.

Resumo da notícia
O ministro do Trabalho, Luiz Marinho, afirmou que a elevação da taxa básica de juros causou um impacto mais significativo no mercado de trabalho brasileiro em 2025 do que o tarifaço imposto pelos Estados Unidos. Segundo ele, enquanto o tarifaço afetou setores específicos, os juros elevados influenciaram amplamente os investimentos e contratações. Em 2025, o Brasil criou 1,279 milhão de vagas formais, queda de quase 24% em relação a 2024, representando o pior desempenho desde 2020. A taxa Selic, atualmente em 15% ao ano, foi apontada como fator que desestimula investidores, podendo comprometer o crescimento do emprego ao longo de 2026. Apesar disso, medidas governamentais ajudaram a amenizar os efeitos das tarifas americanas, como a abertura de novos mercados e apoio a empresas. O ministro ressaltou que o fechamento de vagas em dezembro segue um padrão histórico devido a contratos temporários e ajustes empresariais.
Resumo editorial produzido com apoio de inteligência artificial.