Cidadania Mato Grosso do Sul
Crédito da imagem: © Paulo Pinto/Agência Brasil

Júri de assassinos de Mãe Bernadete marca teste para proteção de direitos humanos

Condenação dos réus em Simões Filho pode fortalecer compromisso do Brasil com defensores de comunidades quilombolas

Júri de assassinos de Mãe Bernadete marca teste para proteção de direitos humanos

O desfecho do julgamento de Mãe Bernadete é fundamental para reafirmar a proteção legal a lideranças quilombolas e ativistas no Brasil. A resposta judicial ao crime mostra se o país está disposto a enfrentar a violência contra defensores de direitos humanos, especialmente em territórios vulneráveis.

O último dia do júri popular de Arielson da Conceição Santos e Marílio dos Santos, acusados do assassinato da líder quilombola e ialorixá Maria Bernadete Pacífico, ocorre nesta terça-feira (14) em Simões Filho, na Bahia. O caso vem ganhando destaque nacional por seu simbolismo na luta pela proteção de defensores de direitos humanos no Brasil.

Mãe Bernadete foi assassinada em agosto de 2023, aos 72 anos, dentro da sede do Quilombo Pitanga dos Palmares. Ela recebeu 25 tiros após homens armados invadirem a comunidade, mantendo seus familiares reféns antes de cometerem o crime. A violência chocou a sociedade e evidenciou os riscos enfrentados por lideranças quilombolas.

Como uma das principais vozes na defesa dos direitos territoriais e no combate ao racismo, Mãe Bernadete também buscava justiça pelo assassinato de seu filho, Binho do Quilombo, morto em 2017 por defender as mesmas causas. Ela participava do Programa de Proteção aos Defensores de Direitos Humanos, o que reforça a gravidade da situação diante da persistência das ameaças ignoradas.

Além de acusados de homicídio qualificado, Arielson também responde por roubo, enquanto Marílio permanece foragido. O julgamento foi transferido para Salvador devido à repercussão do caso, com o Ministério Público da Bahia apresentando as alegações finais nesta terça-feira, seguidas pela defesa. O conselho de sentença, formado por sete jurados, decidirá sobre a condenação ou absolvição.

Casos relacionados a outros investigados pelo Ministério Público, incluindo supostos mandantes do crime, ainda não têm data marcada para julgamento. A Anistia Internacional ressalta que a condenação desses réus representa mais do que um veredito judicial: é uma oportunidade para o Brasil afirmar seu compromisso na proteção das comunidades quilombolas e dos defensores de direitos humanos, ameaçados em todo o país.

Resumo da Notícia

O julgamento de Arielson da Conceição Santos e Marílio dos Santos, acusados do assassinato da líder quilombola e ialorixá Mãe Bernadete, chega ao último dia em Simões Filho, Bahia. A Anistia Internacional destaca que a decisão é crucial para o comprometimento do Estado brasileiro na proteção de defensores de direitos humanos, sobretudo das comunidades quilombolas, alvo frequente de ameaças e violência. Mãe Bernadete foi morta em 2023 após denunciar ameaças e integrar programa de proteção. A expectativa é que o veredito sirva de resposta à gravidade do crime e à luta histórica dessas comunidades.

Resumo editorial produzido pela plataforma com apoio de inteligência artificial.