Juiz de Fora lança iniciativa para planejamento urbano com foco em mulheres e resiliência climática
Juiz de Fora e o Programa das Nações Unidas para Assentamentos Humanos (ONU-Habitat) lançaram em março a iniciativa 'Tecendo a cidade: planejando com um viés participativo'. Este projeto visa fortalecer o planejamento urbano por meio da participação direta da população, com atenção especial às experiências de mulheres e meninas na vivência da cidade.
A iniciativa chega em um momento sensível para Juiz de Fora, que em fevereiro enfrentou fortes chuvas com acumulado de 752,4 mm, conforme dados do Instituto Nacional de Meteorologia (INMET). Esses eventos extremos provocaram deslizamentos, causaram 66 mortes e deslocaram cerca de oito mil pessoas, destacando a urgência de estratégias que aumentem a resiliência urbana.
Desde 2021, a parceria entre a Prefeitura e o ONU-Habitat já vinha contribuindo para o desenvolvimento urbano, com a criação do Observatório da Cidadania JF, que reúne dados de 141 territórios locais. Agora, a nova etapa amplia o foco para a inclusão social e a construção coletiva de soluções, priorizando a participação feminina.
Entre as metodologias adotadas estão oficinas de Desenho de Espaços Públicos com crianças, que incorporam perspectivas de gênero e adaptação climática, e o programa Cidade Mulher, que promove diagnósticos de segurança urbana a partir da escuta das mulheres. Uma das primeiras ações já ocorreu na região de Nova Era, envolvendo moradoras em debates sobre melhorias para seus bairros.
Além disso, o projeto prevê um Laboratório de Planejamento Urbano para apoiar análises técnicas e a realização de intervenções práticas em espaços públicos, utilizando soluções baseadas na natureza. Também será desenvolvido um Roteiro Turístico e Cultural no Cemitério Municipal, reforçando a valorização da memória local como parte do direito à cidade.
A prefeita Margarida Salomão enfatiza que o planejamento urbano precisa refletir a diversidade da população para ser efetivo. A secretária Cidinha Louzada destaca que a tragédia ambiental recente é um ponto de inflexão para reconstruir Juiz de Fora de forma colaborativa e inclusiva.
Com essas ações, Juiz de Fora avança na implementação da Agenda 2030 da ONU, especialmente nos Objetivos de Desenvolvimento Sustentável relacionados à igualdade de gênero e cidades sustentáveis. O projeto demonstra como a participação social pode ser central na construção de territórios resilientes, inclusivos e preparados para os desafios climáticos futuros.
Resumo da Notícia
Resumo editorial produzido pela plataforma com apoio de inteligência artificial.