Cidadania Brasil
Crédito da imagem: © Tânia Rêgo/Agência Brasil

Janja defende mudança cultural para combater feminicídio no Brasil

Primeira-dama destaca importância do Pacto Nacional e ações integradas para proteger mulheres

Urgência no Combate ao Feminicídio

O aumento nas mortes de mulheres por feminicídio destaca a necessidade de políticas públicas integradas e ações culturais para proteger as vítimas. A mobilização conjunta entre governo, sociedade e instituições visa fortalecer a prevenção, o monitoramento de agressores e o enfrentamento de discursos de ódio, promovendo um ambiente mais seguro e igualitário para as mulheres em todo o país.
Rio de Janeiro (RJ), 03/03/2026 - A primeira dama Janja Lula da Silva participa do programa Sem Censura, da TV Brasil, com a apresentadora Cissa Guimarães. Foto: Tânia Rêgo/Agência Brasil
© Tânia Rêgo/Agência Brasil

O Brasil atingiu o recorde de 1.470 mulheres mortas no ano passado. A socióloga e primeira-dama do Brasil, Janja Lula da Silva, acredita que o fato de os homens terem projeção no Pacto Nacional Brasil contra o Feminicídio revela uma convergência de esforços para que as medidas contra a morte de mulheres possam avançar no país. 

O pacto é importante porque o objetivo é que as mulheres sejam protegidas, ressaltou Janja, acrescentando, no entanto, que é preciso melhorar o monitoramento do agressor.

“A gente quer que a engrenagem funcione”, sustentou, ao participar nesta terça-feira (3) do Programa Sem Censura, da TV Brasil

Para a primeira-dama, é necessário falar sobre o tema do feminicídio, mas também agir. 

“Não se pode normalizar esses crimes que acontecem no Brasil e no mundo, porque existe um discurso de ódio muito violento nas redes sociais”, alertou. 

“E isso não tem limite de acesso [a esse discurso] e de idade”, destacou, ressaltando que são mais de 140 canais nas redes sociais que disseminam discursos de ódio contra as mulheres.

Janja disse se orgulhar de ter levado o tema do feminicídio para o centro do governo e fazer com que os poderes caminhem juntos para uma solução. 

Ela lembrou que a ideia do pacto ter representantes dos Três Poderes é do presidente Luiz Inácio Lula da Silva, algo inédito no mundo.

Na avaliação da socióloga e primeira-dama, a questão do feminicídio atinge todas as mulheres, uma vez que progressistas e conservadoras morrem do mesmo jeito. 

“Da mesma bala e da mesma faca”, afirmou. 

O Comitê Interinstitucional do Pacto apresentará nesta quarta-feira (4), em Brasília, as principais ações que unificam esse esforço, visando chegar a uma sociedade em que as mulheres se sintam seguras no ambiente de trabalho, na rua e em casa. 

Rio de Janeiro (RJ), 03/03/2026 - A primeira dama Janja Lula da Silva participa do programa Sem Censura, da TV Brasil, com a apresentadora Cissa Guimarães. Foto: Tânia Rêgo/Agência Brasil
Primeira-dama Janja Lula da Silva (C), diretora da TV Brasil, Antônia Pellegrino (D) e Daniela Grelin (E), do No More Foundation, no programa Sem Censura, com a apresentadora Cissa Guimarães - Foto: Tânia Rêgo/Agência Brasil

Para a primeira-dama, é preciso entender que a responsabilidade é de cada um e também do Estado brasileiro. 

“Esse rumo é que a gente precisa corrigir”, defendeu. 

Janja deixou claro que o principal papel do pacto é a mudança cultural, e que acredita que nas novas gerações essa mudança possa ser efetivada.

A apresentadora do Sem Censura, Cissa Guimarães, recebeu também no programa a diretora executiva da organização global No More Foundation, Daniela Grelin, que propõe ações de mobilização social para dar um basta à violência contra a mulher no Brasil.

A diretora de Conteúdo e Programação da Empresa Brasil de Comunicação (EBC), Antonia Pellegrino, apresentou no programa a campanha Feminicídio Nunca Mais, realizada pela TV Brasil em parceria com a No More Foundation, a Organização das Nações Unidas para a Educação, a Ciência e a Cultura (Unesco) e a Confederação Brasileira de Futebol (CBF). 

A campanha será lançada logo mais à noite, no Santuário do Cristo Redentor, no Rio de Janeiro. 

Resumo da Notícia

O Brasil registrou um recorde de 1.470 mortes de mulheres no último ano, evidenciando a urgência de ações eficazes contra o feminicídio. A primeira-dama Janja Lula da Silva defende que a transformação cultural é fundamental para enfrentar esse problema, destacando a relevância do Pacto Nacional Brasil contra o Feminicídio, que reúne esforços dos Três Poderes para fortalecer a proteção feminina. Ela alerta para a necessidade de monitoramento rigoroso dos agressores e combate aos discursos de ódio disseminados nas redes sociais, que atingem mulheres de todas as idades. Janja ressalta que a responsabilidade é coletiva, envolvendo a sociedade e o Estado, e acredita que as novas gerações podem promover essa mudança. Paralelamente, a campanha "Feminicídio Nunca Mais", lançada em parceria com a TV Brasil, Unesco, CBF e a organização No More Foundation, busca mobilizar a sociedade para erradicar a violência contra a mulher em todos os ambientes.

Resumo editorial produzido pela plataforma com apoio de inteligência artificial.

Notícias por município