Itaú confirma acordo para compra de ativos do Banco de Brasília

Transação envolve ativos do BRB, mas valores são considerados imateriais pelo Itaú Unibanco

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Itaú confirma acordo para compra de ativos do Banco de Brasília
Crédito da imagem: © Joédson Alves/Agência Brasil

Itaú confirma acordo para compra de ativos do Banco de Brasília

A negociação entre o Itaú e o BRB mostra movimentações estratégicas no setor bancário diante da crise do Banco de Brasília. Para o leitor, essa transação pode indicar mudanças no mercado financeiro regional e a busca por soluções para a recuperação do BRB, com potencial impacto econômico para o Distrito Federal.

O Itaú Unibanco confirmou nesta quarta-feira (15) que uma de suas subsidiárias firmou um compromisso para adquirir ativos do Banco de Brasília (BRB). O banco, porém, não divulgou detalhes sobre os valores envolvidos, ressaltando que, segundo seus critérios, a transação é considerada imaterial e não configura um fato relevante para a companhia.

A confirmação veio após questionamento da Comissão de Valores Mobiliários (CVM), motivado por uma reportagem do jornal Correio Braziliense. O jornal havia divulgado que o banqueiro André Esteves, do BTG, mencionou a avaliação da compra de ativos do BRB, e que Itaú Unibanco e Bradesco teriam negociado cerca de R$ 1 bilhão em carteiras de empréstimos ligados a estados e municípios com aval da União.

O BRB enfrenta uma crise financeira significativa desde a aquisição das carteiras do Banco Master, que comprometeram seu patrimônio. Inicialmente, o banco anunciou a necessidade de provisão de R$ 8,8 bilhões, mas uma auditoria independente apontou que esse valor pode chegar a R$ 13 bilhões. Os ativos considerados saudáveis, adquiridos do Master, estão avaliados em R$ 21,9 bilhões.

No dia 10 de junho, a governadora do Distrito Federal, Celina Leão, anunciou que um fundo de investimentos apresentou uma proposta de R$ 15 bilhões para comprar parte dos ativos do Banco Master incorporados pelo BRB. Essa operação depende ainda da aprovação técnica e regulatória do Banco Central.

O governo do Distrito Federal reforçou que a negociação não envolve recursos públicos nem compromete o caixa do BRB, enfatizando que o processo visa proteger os interesses do DF. A movimentação do Itaú e de outros bancos indica o interesse do mercado em ativos do BRB, o que pode contribuir para a reestruturação financeira da instituição e estabilidade no setor bancário local.

Resumo da notícia
O Itaú Unibanco anunciou que sua subsidiária assinou um compromisso para adquirir ativos do Banco de Brasília (BRB). Embora detalhes financeiros não tenham sido divulgados, o banco informou que os valores envolvidos são considerados imateriais e, portanto, não configuram fato relevante segundo a legislação. A operação ocorre em meio à crise do BRB, que enfrenta perdas decorrentes da compra das carteiras do Banco Master, com provisões estimadas entre R$ 8,8 bilhões e R$ 13 bilhões. O governo do Distrito Federal informou que um fundo de investimentos propôs R$ 15 bilhões para adquirir parte desses ativos, aguardando aprovação do Banco Central.
Resumo editorial produzido com apoio de inteligência artificial.