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Irã rejeita proposta dos EUA para encerrar conflito no Oriente Médio

Teerã avalia condições americanas e destaca que só encerrará guerra conforme seus termos

Impactos do conflito no Oriente Médio

A recusa do Irã em aceitar as condições para o fim do conflito indica a continuidade da instabilidade regional, afetando diretamente a segurança e a vida de civis. A escalada de ataques e a rejeição a negociações dificultam soluções diplomáticas, ampliando riscos humanitários e econômicos, além de gerar preocupações internacionais sobre a possibilidade de crimes de guerra e o impacto nas relações entre países do Golfo e potências globais.
Fumaça em Teerã
 5/3/2026   Majid Asgaripour/WANA (West Asia News Agency) via REUTERS
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A resposta inicial do Irã à proposta dos Estados Unidos (EUA) para acabar com a guerra não foi "positiva", disse uma autoridade iraniana de alto escalão à Reuters nesta quarta-feira (25), acrescentando que Teerã ainda está analisando a proposta.

A fonte disse ainda que a resposta inicial de Teerã foi entregue ao Paquistão para ser transmitida a Washington.

Autoridade citada pela Press TV, do Irã, informou que o plano norte-americano para encerrar a guerra foi analisado pelo país, que considerou excessivas as condições propostas. A autoridade acrescentou que Teerã encerrará a guerra somente no momento de sua própria escolha e se suas condições forem atendidas.

Hezbollah

O chefe do Hezbollah, Naim Qassem, afirmou hoje,, em discurso televisionado lido em seu nome, que negociar com Israel sob fogo equivale a uma rendição imposta e pediu unidade contra Israel.

O discurso, transmitido em uma estação de televisão afiliada ao Hezbollah, informou que os combatentes do grupo estão preparados para continuar "sem limites".

Países do Golfo

Os Estados árabes do Golfo disseram ao Conselho de Direitos Humanos da Organização das Nações Unidas (ONU), nesta quarta-feira, que enfrentam ameaça existencial com ataques iranianos à sua infraestrutura, os quais, segundo o chefe de Direitos Humanos da ONU, podem constituir crimes de guerra.

A guerra de EUA e Israel contra o Irã, que já dura quase um mês, provocou uma retaliação iraniana em grande escala na forma de ataques com drones e mísseis contra a infraestrutura de energia e civil nos países do Golfo, matando civis e elevando os preços do petróleo.

"Estamos vendo uma ameaça existencial à segurança internacional e regional. Essa abordagem agressiva está minando o direito internacional e a soberania", afirmou o embaixador do Kuwait, Naser Abdullah H. M. Alhayen, ao conselho sediado em Genebra.

Outros países do Golfo disseram que as ações do Irã visam espalhar o terror, com o embaixador dos Emirados Árabes Unidos, Jamal Jama al Musharakh, denunciando a "tentativa do Irã de desestabilizar a ordem internacional por meio de aventuras imprudentes de expansionismo".

Os países do conselho de 47 membros votarão moção condenando os ataques "não provocados e deliberados" do Irã, buscando reparações e pedindo ao chefe da ONU que monitore a situação, segundo um documento.

O Irã defendeu suas ações, dizendo que mais de 1.500 civis foram mortos nos ataques israelenses e norte-americanos até o momento.

"Lutamos em nome de todos vocês contra um inimigo que, se não for contido hoje, estará além da contenção amanhã", disse o embaixador do Irã na ONU em Genebra, Ali Bahreini, referindo-se a Israel.

O Irã convocou sessão de emergência para sexta-feira (27) sobre o ataque a uma escola primária. 

Volker Turk, principal autoridade das Nações Unidas responsável pelos direitos humanos, pediu aos Estados que ponham fim ao conflito com o Irã, descrevendo a situação como extremamente perigosa e imprevisível.

"Os ataques a civis e à infraestrutura civil precisam acabar. Se forem deliberados, esses ataques podem constituir crimes de guerra", disse ele ao conselho.

Resumo da Notícia

O Irã manifestou uma resposta inicial negativa à proposta dos Estados Unidos para pôr fim à guerra em curso, segundo uma autoridade iraniana. O governo iraniano considera as condições apresentadas excessivas e afirma que só encerrará o conflito quando suas exigências forem atendidas. Paralelamente, o líder do Hezbollah reforçou a resistência contra Israel, rejeitando negociações sob pressão. Países árabes do Golfo denunciaram à ONU ataques iranianos que ameaçam a segurança regional e podem configurar crimes de guerra, enquanto o Irã justifica suas ações como defesa contra ofensivas israelenses e americanas que já causaram milhares de vítimas civis. A ONU alertou para os riscos crescentes do conflito e pediu o fim dos ataques a civis e infraestruturas, indicando a gravidade da situação humanitária e política na região.

Resumo editorial produzido pela plataforma com apoio de inteligência artificial.

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