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Crédito da imagem: © Reuters/Hamad I Mohammed/proibida reprodução

Irã autoriza passagem de navios humanitários pelo Estreito de Ormuz

Governo iraniano libera transporte pelo estratégico Estreito de Ormuz, impactando comércio global e tensão internacional

Estreito de Ormuz e comércio global

A decisão do Irã de permitir a passagem de navios com bens humanitários pelo Estreito de Ormuz contribui para a estabilidade do comércio internacional, especialmente na área de energia. Como via estratégica para cerca de 20% do petróleo mundial, a manutenção do tráfego seguro evita impactos econômicos significativos e ajuda a conter a escalada de conflitos que poderiam afetar preços e abastecimento global.
Navio-tanque no Estreito de Ormuz
21/12/2018
REUTERS/Hamad I Mohammed
© Reuters/Hamad I Mohammed/proibida reprodução

O governo do Irã enviou às autoridades portuárias que controlam o Estreito de Ormuz uma solicitação de permissão de passagem de navios que transportem bens humanitários. A informação é da agência de notícias estatal iraniana Tasnin.

Segundo a agência, o chefe da Organização Portuária deve tomar as providências necessárias para permitir a passagem desses navios. Foi feita uma lista de navios considerados “relevantes” nesse contexto e as empresas associadas a esse tipo de transporte deverão receber uma carta do governo iraniano tratando da autorização de passagem por Ormuz.

O Estreito de Ormuz virou foco de atenção após o início da guerra deflagrada pelos Estados Unidos e Israel contra o Irã. Controlado pelos iranianos, Ormuz é rota de transporte de 20% do petróleo bruto produzido no mundo. Com o início dos bombardeios, o Irã chegou a fechar a passagem e ameaçou bombardear os navios que tentassem atravessar. O preço do petróleo disparou no mercado internacional.

Posteriormente, o Irã abriu a passagem a navios com bandeiras de nações consideradas não hostis. Ou seja, países que não participem nem apoiem os ataques de Israel e dos Estados Unidos teriam a passagem liberada. Desde a última quinta-feira (2), embarcações oriundas da França, Omã e Japão cruzaram o estreito de Ormuz.

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O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, chegou a falar em abrir a passagem à força, para permitir o trânsito de navios petroleiros. O plano seria atacar usinas de energia do Irã até que Ormuz fosse aberta. Dias depois, no entanto, o presidente dos EUA chamou a imprensa para falar sobre o conflito e também falou sobre o assunto, mudando o tom.

Trump declarou que os EUA não dependem do óleo comercializado por essa via disse que países que dependem devem se responsabilizar pelo acesso do canal marítimo. “Os Estados Unidos importam quase nenhum petróleo pelo Estreito de Ormuz — e não importarão no futuro. Não precisamos disso”.

O Estreito de Ormuz é uma das principais rotas marítimas do planeta, responsável por conectar o Golfo Pérsico ao Oceano Índico. A via é estratégica para o transporte de petróleo e produtos agropecuários. O fechamento da passagem tem impacto direto no comércio global.

Mapa Estreito de Ormuz
Mapa Estreito de Ormuz - Arte/EBC

Resumo da Notícia

O Irã solicitou às autoridades portuárias do Estreito de Ormuz a autorização para que navios transportando bens humanitários possam atravessar a importante via marítima. O canal, vital para o comércio mundial de petróleo, ficou no centro de uma crise após ataques recentes envolvendo Estados Unidos e Israel. Apesar de ameaças de bloqueio e bombardeios, o Irã decidiu liberar a passagem para embarcações de países considerados neutros no conflito. Recentemente, navios de França, Omã e Japão já passaram pela região. A medida visa reduzir tensões e evitar maiores impactos no mercado internacional, onde o estreito é responsável pelo transporte de cerca de 20% do petróleo bruto global. O Estreito de Ormuz conecta o Golfo Pérsico ao Oceano Índico, sendo crucial para a movimentação de petróleo e produtos agropecuários no comércio global.

Resumo editorial produzido pela plataforma com apoio de inteligência artificial.

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