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Crédito da imagem: © Reuters/Planet Labs PBC/Proibida reprodução/Arquivo

Irã ataca petroleiro perto de Dubai em meio a tensões no Estreito de Ormuz

Incêndio em navio carregado de petróleo eleva riscos na região e acirra conflito com ameaças dos EUA

Impactos da crise no Estreito de Ormuz

A escalada do conflito no Estreito de Ormuz afeta diretamente o abastecimento global de petróleo, elevando custos e gerando incertezas nos mercados energéticos. A instabilidade na região pode comprometer o comércio internacional e pressionar economias dependentes do combustível, além de aumentar o risco de novas ações militares que dificultam a retomada da estabilidade e segurança na cadeia de suprimentos.
Imagem de satélite mostra um terminal petrolífero na Ilha Kharg
25/02/2026
Planet Labs PBC/Divulgação via REUTERS
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 Teerã atacou e incendiou um navio petroleiro totalmente carregado ao largo de Dubai nesta terça-feira, apesar da ameaça do presidente Donald Trump de que os Estados Unidos (EUA) destruiriam as usinas de energia do Irã se o país não aceitar um acordo de paz e abrir o Estreito de Ormuz.

Autoridades de Dubai disseram que o incêndio no Al-Salmi, de bandeira do Kuwait, foi controlado após um ataque de drones, sem vazamento de óleo e sem ferimentos na tripulação. A Kuweit Petroleum Corp, proprietária do navio, afirmou que o casco da embarcação foi danificado.

O ataque foi o mais recente contra navios mercantes no estreito, uma hidrovia vital, desde que Estados Unidos e Israel atacaram o Irã em 28 de fevereiro.

Dados mostraram que o navio estava indo para Qingdao, na China, e transportava 1,2 milhão de barris de petróleo saudita e 800 mil barris de petróleo kuwaitiano, de acordo com o serviço de monitoramento TankerTrackers.com.

O Al-Salmi pode não ter sido o alvo pretendido. A Guarda Revolucionária do Irã disse que tinha como alvo um navio de contêineres no Golfo por causa de seus laços com Israel. Mas eles pareciam estar se referindo ao Haiphong Express, com bandeira de Cingapura, que estava ancorado ao lado do Al-Salmi, de acordo com dados de navegação.

O conflito, que dura um mês, espalhou-se pela região, matando milhares de pessoas, interrompendo o fornecimento de energia e ameaçando levar a economia global ao colapso.

Os preços do petróleo voltaram a subir brevemente após o ataque ao navio-tanque, que pode transportar cerca de 2 milhões de barris de petróleo, no valor de mais de US$ 200 milhões aos preços atuais.

Como os ataques não mostram sinais de abrandamento, o Paquistão está tentando mediar a guerra. Seu ministro das Relações Exteriores, Ishaq Dar, deve discutir o conflito durante visita à China nesta terça-feira, depois de manter conversações com Turquia, Egito e Arábia Saudita.

A China, um dos aliados mais próximos do Irã e o maior comprador de seu petróleo, fez novo apelo a todos os lados para que interrompam as operações militares.

O país disse que três navios chineses foram recentemente autorizados a navegar pelo Estreito de Ormuz, que normalmente transporta cerca de um quinto dos suprimentos globais de petróleo e gás natural liquefeito.

O Irã afirma ter recebido propostas de paz dos EUA por meio de intermediários, mas o porta-voz do Ministério das Relações Exteriores afirmou ontem que elas eram "irrealistas, ilógicas e excessivas".

Após esses comentários, Trump disse que os EUA estavam em negociações com um "regime mais razoável", referindo-se aos líderes iranianos que substituíram os mortos na guerra, mas emitiu novo aviso sobre o Estreito de Ormuz.

Ele afirmou que os EUA destruiriam usinas de energia, poços de petróleo e a ilha de Kharg, de onde o Irã exporta grande parte de seu petróleo, se um acordo não fosse alcançado em breve e o estreito não fosse aberto.

O fracasso em garantir um acordo de paz fez com que o chefe de energia da União Europeia alertasse os Estados membros a se prepararem para uma "interrupção prolongada" nos mercados de energia.

Resumo da Notícia

O Irã incendiou um petroleiro de grande porte próximo a Dubai após ameaças dos Estados Unidos em meio a um conflito que vem afetando a segurança no Estreito de Ormuz, rota estratégica para o transporte global de petróleo. O ataque, realizado com drones, atingiu o navio Al-Salmi, carregado com milhões de barris de petróleo saudita e kuwaitiano. Embora o incêndio tenha sido controlado sem feridos, o incidente intensificou a instabilidade na região, elevando os preços do petróleo e aumentando as preocupações sobre a segurança energética mundial. As tensões continuam altas, com negociações de paz consideradas difíceis e advertências de Washington sobre possíveis ataques a infraestruturas iranianas. A China, grande consumidora do petróleo iraniano, e o Paquistão buscam mediar o conflito para evitar um colapso econômico global causado pela prolongada crise.

Resumo editorial produzido pela plataforma com apoio de inteligência artificial.

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