Irã ameaça retaliar portos no Golfo Pérsico após bloqueio naval dos EUA
As Forças Armadas do Irã emitiram um comunicado nesta segunda-feira (13) ameaçando retaliar portos no Golfo Pérsico e no Mar de Omã caso a segurança dos portos iranianos seja comprometida. A declaração foi divulgada pelo Quartel-General Central do Khatam al-Anbiya e repercutida pela mídia estatal iraniana.
A medida surge como resposta ao anúncio do presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, que declarou um bloqueio naval às embarcações que transitam pela saída do Estreito de Ormuz, uma das rotas marítimas mais estratégicas para o transporte de petróleo mundial. O Comando Central dos EUA informou que o bloqueio será aplicado a navios de todas as nações que trafeguem para ou a partir de portos iranianos na região.
O Irã classificou a ação americana como um "ato ilegal" e um "ato de pirataria", reforçando que a segurança dos portos deve ser garantida para todos ou para ninguém. O país persa destacou que qualquer ameaça aos seus portos resultará em retaliações que podem afetar todos os portos no Golfo Pérsico e no Mar de Omã.
O Estreito de Ormuz é fundamental para o mercado energético global, por onde passam aproximadamente 20 milhões de barris de petróleo diariamente, representando cerca de 20% do petróleo e gás consumidos no mundo. Em consequência da tensão, o preço do barril de petróleo do tipo Brent ultrapassou novamente a barreira dos 100 dólares, registrando alta de cerca de 6,5%.
Além disso, o Irã reafirmou que não permitirá a passagem de embarcações consideradas inimigas pelo Estreito, e que implementará mecanismos permanentes para controlar o tráfego na região. A Marinha da Guarda Revolucionária Islâmica afirmou manter vigilância constante e declarou que qualquer movimento adversário será enfrentado com rigor.
Esse cenário aumenta a incerteza na região do Golfo, com possibilidade de escalada militar e impacto direto no fornecimento global de energia. Os próximos passos envolvem monitoramento internacional das movimentações militares e negociações diplomáticas para evitar um conflito aberto que comprometa a estabilidade da área e do mercado mundial.
Resumo da Notícia
Resumo editorial produzido pela plataforma com apoio de inteligência artificial.