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Irã ameaça alvos energéticos no Golfo em meio a tensão regional

Guarda Revolucionária do Irã alerta para ataques em instalações de petróleo no Catar, Arábia Saudita e Emirados

Riscos à Segurança Energética Global

A tensão crescente na região do Golfo Pérsico pode comprometer o abastecimento mundial de petróleo e gás, impactando diretamente preços e estabilidade econômica. A ameaça a instalações estratégicas eleva a vulnerabilidade dos mercados energéticos, afetando consumidores e setores dependentes dessa matriz. A coordenação entre países da região é crucial para mitigar riscos e garantir a continuidade do fornecimento, evitando consequências negativas para a economia global e para a segurança energética dos países importadores.
Bandeira do Irã com gráfico de ações e um modelo miniatura de bomba de petróleo em ilustração
09/10/2023
REUTERS/Dado Ruvic/Ilustração
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Após sofrer ataques contra infraestruturas energéticas do país, o Irã emitiu um alerta, nesta terça-feira (18), para evacuação de cinco instalações de processamento de petróleo e gás no Catar, na Arábia Saudita, e nos Emirados Árabes Unidos. Os danos a esses complexos podem aprofundar a crise no mercado global.  

“Esses locais agora são alvos legítimos e podem ser atingidos nas próximas horas, instando os moradores locais a se deslocarem imediatamente para locais seguros”, diz comunicado da Guarda Revolucionária Islâmica divulgada pela Press TV, empresa de mídia estatal do Irã.

Os locais citados são a refinaria Samref e o complexo petroquímico Al-Jubail, na Arábia Saudita; o campo de gás Al-Hosn, nos Emirados Árabes; além do complexo petroquímico Al-Mesaieed e a refinaria de Ras Laffan, ambos no Catar.

A Guarda Revolucionária pede ainda que as pessoas se mantenham afastadas de “qualquer infraestrutura petrolífera associada aos Estados Unidos”.

A mídia estatal Fars News, do Irã, citou uma fonte militar do país persa dizendo que “os mercados de energia certamente sofrerão um novo choque, e essas chamas roubarão a estabilidade dos regimes que apoiam o inimigo na região”.

O preço do barril do petróleo Brent no mercado internacional opera em alta de cerca de 5% nesta quarta-feira (18), vendido a US$ 108 dólares. O preço dos combustíveis tem subido desde o início da guerra, principalmente, por causa do fechamento do Estreito de Ormuz, por onde trafega cerca de 25% do óleo mundial. 

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Retaliação

O país persa ameaça bombardear as instalações de países do Golfo Pérsico em retaliação aos bombardeios de Israel e dos Estados Unidos (EUA) contra instalações da indústria petrolífera iraniana em South Pars, considerado o maior campo de gás natural do mundo, na fronteira com o Catar, e contra as instalações de refino de Asaluyed, na região costeira.

O comunicado das forças de defesa do Irã acrescentou que os governos árabes do Golfo Pérsico ignoraram os avisos do Irã, persistindo em uma “subserviência cega”.

“Já alertamos repetidamente seus líderes contra seguirem esse caminho perigoso e arrastarem seus povos para uma grande aposta com seu destino”, diz a nota

Monarquias reagem

O ministro das relações exteriores do Catar, Majed Al Ansari, disse que o ataque israelense contra instalações de energia do Irã é uma medida “irresponsável” em meio à escalada do atual conflito.

“Atacar infraestruturas energéticas constitui uma ameaça à segurança energética global, bem como aos povos da região e ao seu meio ambiente. Reiteramos, como já enfatizamos diversas vezes, a necessidade de evitar ataques contra instalações vitais”, disse o chanceler da monarquia árabe.

A Arábia Saudita realiza na noite desta quarta-feira (18), na capital Riad, uma reunião com países árabes e islâmicos para discutir a escalada da guerra na região com objetivo “aprimorar a consulta e a coordenação sobre formas de apoiar a segurança e a estabilidade regional”.

O país árabe informou que dois mísseis balísticos e um drone foram interceptados nesta quarta na região Leste da Arábia Saudita.

 

Resumo da Notícia

Em resposta a ataques contra sua infraestrutura energética, o Irã emitiu um aviso para evacuação de cinco importantes instalações de petróleo e gás no Catar, Arábia Saudita e Emirados Árabes Unidos. A Guarda Revolucionária iraniana declarou que esses locais são agora alvos legítimos, elevando o risco de novas ofensivas que podem agravar a instabilidade no mercado global de energia. Os complexos citados incluem refinarias e campos de gás estratégicos, fundamentais para o fornecimento regional. A escalada ocorre após bombardeios israelenses e americanos em campos iranianos, aumentando a tensão no Golfo Pérsico. Autoridades do Catar condenaram os ataques como irresponsáveis, ressaltando a ameaça à segurança energética mundial. Em meio ao cenário, a Arábia Saudita organizou uma reunião com países árabes e islâmicos para coordenar medidas de segurança e enfrentar os desafios da crise, enquanto interceptou mísseis e drones em seu território. O aumento dos preços do petróleo reflete a apreensão diante do conflito e suas possíveis repercussões globais.

Resumo editorial produzido pela plataforma com apoio de inteligência artificial.

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