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Crédito da imagem: © Fabio Rodrigues-Pozzebom/ Agência Brasil

INSS suspende empréstimos consignados do C6 Consig a aposentados

Instituto bloqueia novas operações após identificar cobranças indevidas em contratos com aposentados e pensionistas.

Suspensão de empréstimos consignados

A interrupção na oferta de empréstimos consignados pelo C6 Consig protege aposentados e pensionistas contra cobranças indevidas que diminuem seus benefícios. Essa medida reforça a fiscalização sobre práticas financeiras, garantindo maior segurança e transparência na concessão de crédito para esse público vulnerável, além de preservar sua renda mensal e evitar endividamento excessivo.
Brasília (DF) 09/05/2025 - Fachada da sede do Instituto Nacional do Seguro Social, INSS Foto: Fabio Rodrigues-Pozzebom/ Agência Brasil
© Fabio Rodrigues-Pozzebom/ Agência Brasil

O Instituto Nacional do Seguro Social (INSS) suspendeu a oferta de novos empréstimos consignados pelo banco C6 Consig a aposentados e pensionistas do Regime Geral da Previdência Social. O C6 Consig é administrado pela holding N7, que também controla o C6 Bank.

As operações anteriormente autorizadas foram suspensas por meio de um despacho publicado no Diário Oficial da União desta terça-feira (17).

No despacho, assinado pelo presidente do INSS, Gilberto Waller Júnior, o instituto afirma que o C6 Consig descumpriu cláusulas do Acordo de Cooperação Técnica ao inserir nas parcelas relativas aos empréstimos consignados contratados, taxas indevidas de serviços.

Em nota divulgada à imprensa, o INSS informou que a suspensão do recebimento de novas averbações (registros) de crédito consignado pelo C6 Consig foi adotada após a Controladoria-Geral da União (CGU) ter identificado ao menos 320 mil contratos da instituição financeira com indícios de cobrança de custos adicionais, como pacotes de serviços e seguros.

A proibição será mantida até que os valores cobrados indevidamente sejam restituídos aos prejudicados, devidamente corrigidos.

Conduta grave

De acordo com o INSS, as irregularidades encontradas resultaram na redução do valor líquido efetivamente disponibilizado a quem pegou dinheiro com o banco, o que, segundo o instituto, é uma “conduta considerada de elevada gravidade”.

“O INSS reforça que é proibida a inclusão de custos extras, como taxas administrativas, prêmios de seguros ou quaisquer encargos estranhos à operação de crédito consignado. A regra existe para preservar a integridade da margem consignável e proteger a renda alimentar dos beneficiários”, destacou o instituto.

Antes de suspender o recebimento de novas averbações de operações de crédito consignado, técnicos do instituto se reuniram por oito vezes com representantes do C6 Consig, entre novembro de 2025 e 19 de janeiro deste ano, “restando infrutíferas em relação à celebração de Termo de Compromisso para saneamento das irregularidades encontradas”.

Outro lado

Também em nota, o C6 afirmou que discorda integralmente da interpretação do INSS e que não praticou nenhuma irregularidade, tendo seguido rigorosamente a todas as normas vigentes. O banco antecipou que vai recorrer da decisão na “esfera judicial”, assegurando que a contratação do consignado nunca esteve condicionada à compra de nenhum outro produto e que não desconta parcelas mensais referentes à contratação de pacote de benefícios.

Resumo da Notícia

O INSS determinou a suspensão da oferta de novos empréstimos consignados realizados pelo C6 Consig para aposentados e pensionistas do Regime Geral da Previdência Social. A medida foi tomada após a Controladoria-Geral da União identificar mais de 320 mil contratos com indícios de cobranças extras, como taxas administrativas e pacotes de serviços não autorizados. O instituto destaca que essas práticas comprometem o valor efetivamente recebido pelos beneficiários e configuram uma grave infração às regras do crédito consignado, que visam proteger a renda dos segurados. Apesar de várias tentativas de negociação, o C6 Consig não apresentou soluções para sanar as irregularidades, o que levou à suspensão até que os valores cobrados indevidamente sejam devolvidos com correção. O banco, por sua vez, refuta as acusações e informou que recorrerá da decisão na justiça, afirmando que não condiciona os empréstimos à contratação de outros produtos nem realiza descontos indevidos.

Resumo editorial produzido pela plataforma com apoio de inteligência artificial.

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