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Crédito da imagem: Legenda: A Araticum reúne mais de 180 organizações, Povos Indígenas, Quilombolas, comunidades locais, pesquisadores e produtores rurais em um esforço coletivo para restaurar o Cerrado, um dos biomas mais biodiversos do planeta e essencial para a segurança hídrica e climática do Brasil. Atualmente, mais de 27.000 hectares estão mapeados para restauração. Foto: © PNUMA/Todd Brown

Iniciativa Araticum é Reconhecida pela ONU como Referência Global de Restauração

Projeto brasileiro busca restaurar 2 milhões de hectares do Cerrado até 2030 e ganha destaque internacional.

Iniciativa Araticum é Reconhecida pela ONU como Referência Global de Restauração

O reconhecimento da Araticum pela ONU ressalta a importância global da restauração de ecossistemas, especialmente em um momento em que a biodiversidade e a segurança alimentar estão em risco. A iniciativa não apenas promove a conservação ambiental, mas também gera empregos e fortalece comunidades locais.

A iniciativa Araticum - Restauração do Cerrado Brasileiro foi oficialmente reconhecida nesta quarta-feira (26) pela ONU como uma Iniciativa de Referência da Restauração Mundial. Este título é um dos mais significativos para projetos que visam a recuperação de ecossistemas, destacando o esforço do Brasil em restaurar o Cerrado, um dos biomas mais ricos em biodiversidade do planeta.

O reconhecimento ocorreu durante a 17ª Conferência das Partes da Convenção das Nações Unidas de Combate à Desertificação (COP17 da UNCCD). A Araticum se junta a outras duas iniciativas, uma localizada na Arábia Saudita e outra no Sahel, colocando o Brasil como o único país a receber duas distinções sob a Década da ONU da Restauração de Ecossistemas.

A Araticum é resultado da colaboração de mais de 180 organizações, incluindo povos indígenas, quilombolas, comunidades locais, agricultores, pesquisadores, e representantes do governo. O projeto tem como meta restaurar 2 milhões de hectares do Cerrado até 2030, utilizando práticas como regeneração natural, semeadura direta e sistemas agroflorestais com espécies nativas. Atualmente, já foram mapeados mais de 27 mil hectares para restauração, e mais de 150 espécies de plantas nativas foram coletadas para essas atividades.

A diretora executiva do PNUMA, Inger Andersen, sublinhou a importância de iniciativas como a Araticum, ressaltando que a restauração de ecossistemas é uma defesa vital contra as mudanças climáticas e a desertificação. Ela afirmou que os benefícios da restauração se estendem à segurança alimentar e à criação de novos empregos, além de promover a resiliência de milhões de pessoas.

O Cerrado, com mais de 2 milhões de quilômetros quadrados, enfrenta uma grave crise, tendo perdido mais da metade de sua vegetação nativa devido à conversão de terras. Essa degradação impacta diretamente os direitos das comunidades tradicionais, a biodiversidade e a disponibilidade de água. A Araticum busca reverter essa situação, promovendo um futuro sustentável não apenas para o bioma, mas também para as comunidades que dependem dele.

A coordenadora da Araticum, Fabrícia Santarém, enfatizou que restaurar o Cerrado é essencial para a saúde do clima e da água. O reconhecimento da iniciativa pela ONU é um chamado à ação para que mais investimentos sejam direcionados à restauração de florestas e savanas, além de fortalecer as organizações comunitárias que estão na linha de frente da conservação.

Até 2030, a Araticum almeja contribuir significativamente para o compromisso nacional do Brasil de restaurar 12 milhões de hectares de vegetação nativa. A iniciativa combina a restauração ecológica com abordagens sociais e econômicas, como pagamentos por serviços ambientais e agricultura sustentável, promovendo um modelo integrado que beneficia tanto o meio ambiente quanto as comunidades locais.

O reconhecimento da Araticum pela ONU não só destaca a importância da restauração ecológica, mas também serve como um exemplo inspirador para outras nações. Com quase 20 milhões de hectares em projetos de restauração reconhecidos até agora, a ONU espera que essas iniciativas contribuam para um futuro mais sustentável e resiliente até 2030.

Resumo da Notícia

A iniciativa Araticum, focada na restauração do Cerrado, foi reconhecida pela ONU como uma das principais referências globais em restauração de ecossistemas. Com o apoio de mais de 180 organizações, o projeto busca recuperar 2 milhões de hectares até 2030. Este reconhecimento coloca o Brasil como o único país a ter duas iniciativas destacadas na Década da ONU da Restauração de Ecossistemas, evidenciando a importância da preservação e recuperação ambiental em um dos biomas mais ameaçados do mundo.

Resumo editorial produzido pela plataforma com apoio de inteligência artificial.

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