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Indústria brasileira cresce 1,8% em janeiro de 2026, recuperando terreno

Produção industrial registra alta mensal e interrompe queda após quatro meses consecutivos de recuo.

Recuperação gradual da indústria

O crescimento da indústria indica uma retomada na produção, essencial para a geração de empregos e o fortalecimento da economia. No entanto, a persistência de juros elevados limita investimentos e o acesso ao crédito, o que pode frear avanços mais expressivos. Esse cenário impacta diretamente a oferta de bens e a competitividade do setor, influenciando preços e a dinâmica econômica nacional.
13/08/2013
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A produção industrial brasileira cresceu 1,8% em janeiro de 2026, em relação ao mês de dezembro de 2025, registrando o maior crescimento desde junho de 2024, quando a indústria deu um salto de 4,4%. Com a expansão no início deste ano, a indústria nacional reverte parte das perdas acumuladas entre setembro e dezembro de 2025.

As informações foram divulgada nesta sexta-feira (6) pela Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) e integram a Pesquisa Industrial Mensal (PIM).

Na comparação com janeiro de 2025, o crescimento deste ano, de 0,2%, interrompe três meses consecutivos de queda na produção. Em dezembro, novembro e outubro, a indústria tinha recuado -0,1%, -1,4% e -0,5%, respectivamente.

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Com o resultado positivo em janeiro, a indústria nacional conseguiu crescer também de 1,8% acima do patamar de produção antes da pandemia de covid-19, em fevereiro de 2020. Mas ainda está abaixo do recorde de 15,3% de crescimento no mês de maio de 2011.

De acordo com o gerente da pesquisa, André Macedo, o crescimento de janeiro de 2026 se deu diante de uma "intensa queda" da produção em dezembro de 2025, que tinha sido a mais elevada desde março de 2021.

“Naquele mês, além do movimento de menor dinamismo que vinha caracterizando o setor industrial, observou-se também uma maior frequência de férias coletivas. Com a retomada das atividades produtivas no início do ano, ocorre uma recuperação de parte dessa perda”, explicou, em nota divulgada à imprensa pelo IBGE.

Como fatores que ainda travam a economia, Macedo cita a política monetária, de juros altos, que dificultam o acesso ao crédito para investimentos.

“O avanço de janeiro de 2026 é relevante, mas ainda não é suficiente para compensar integralmente a perda acumulada no final do ano passado, de setembro a dezembro, permanecendo um saldo negativo de 0,8%”, observou.

 

Resumo da Notícia

A indústria nacional apresentou um crescimento de 1,8% em janeiro de 2026 comparado a dezembro de 2025, alcançando o melhor desempenho desde junho de 2024. Esse avanço compensou parcialmente as perdas registradas no último trimestre de 2025, quando a produção sofreu quedas significativas devido a férias coletivas e menor dinamismo do setor. Embora o resultado represente uma retomada importante, a indústria ainda acumula um saldo negativo de 0,8% em relação ao final do ano anterior. O gerente da pesquisa do IBGE destaca que a política de juros altos continua dificultando o acesso ao crédito e freando investimentos. A produção também se encontra 1,8% acima do nível pré-pandemia, mas mantém distância do recorde histórico de 2011. Esses dados refletem uma recuperação gradual do setor industrial brasileiro, com desafios econômicos persistentes.

Resumo editorial produzido pela plataforma com apoio de inteligência artificial.

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