Imasul e Corpo de Bombeiros Intensificam Prevenção a Incêndios no Pantanal
O Instituto de Meio Ambiente de Mato Grosso do Sul (Imasul) e o Corpo de Bombeiros Militar de Mato Grosso do Sul (CBMMS) intensificaram suas ações de prevenção a incêndios florestais no Parque Estadual do Pantanal do Rio Negro. Recentemente, foram realizadas duas etapas de queima prescrita, um método que busca controlar a biomassa acumulada e reduzir o risco de incêndios em grandes proporções.
Na primeira etapa, as equipes utilizaram um incêndio já existente na área para potencializar a queima controlada de uma região previamente planejada. Com essas ações, mais de mil hectares foram manejados dentro do parque, que possui uma extensão total de 76 mil hectares e um plano específico de manejo integrado do fogo desde 2025.
Durante o ano passado, uma operação semelhante atingiu mil hectares nas regiões norte e sul do parque, criando áreas de contenção que ajudam a prevenir futuros incêndios. A primeira ação de queima prescrita de 2026 ocorreu em um período crítico, quando um incêndio foi monitorado cuidadosamente, permitindo o uso do fogo para eliminar material acumulado de forma segura.
Em uma nova iniciativa realizada entre os dias 11 e 15 de maio, a queima controlada foi estendida a uma área da Fazenda Santa Maria, adjacente ao parque. A operação abrangeu cerca de 600 hectares e foi autorizada pelo Imasul, destacando a importância da colaboração com proprietários rurais na prevenção de incêndios.
O Capitão Samuel Pedrozo Borges, da Diretoria de Proteção Ambiental do CBMMS, ressaltou que o planejamento foi fundamentado na análise das condições climáticas e na necessidade de criar um cinturão preventivo contra incêndios, retirando o excesso de biomassa.
A escolha do momento para as queimadas também foi estratégica, aproveitando a frente fria que trouxe umidade e temperaturas mais amenas, fatores que contribuíram para o controle das chamas. As ações contaram com a colaboração de produtores rurais, que abriram aceiros e implementaram linhas de defesa nas áreas adjacentes.
André Borges, diretor-presidente do Imasul, enfatizou que o manejo integrado do fogo é essencial para a preservação do Pantanal e para minimizar os impactos de incêndios extremos. "O Pantanal convive naturalmente com o fogo, mas precisamos usar técnicas adequadas para proteger áreas sensíveis e a biodiversidade", afirmou.
A operação envolveu aproximadamente dez bombeiros e colaboradores de instituições como a Universidade Federal de Mato Grosso do Sul, demonstrando a importância da ação integrada entre órgãos públicos e a comunidade local. Durante os cinco dias de operação, as equipes dedicaram três dias à queima controlada, um dia à preparação das áreas e outro à monitorização e rescaldo.
O manejo do fogo, quando realizado de forma controlada, permite que as chamas permaneçam em baixa intensidade, o que é menos prejudicial para a fauna e flora. Esse ano, as queimas ocorreram em áreas que não foram manejadas no ano anterior, seguindo o Plano de Manejo do Fogo do parque, que recomenda intervalos mínimos entre as intervenções.
Com a previsão de um ano influenciado pelo fenômeno El Niño, as ações de manejo do fogo tornam-se ainda mais relevantes para a proteção do Pantanal e de suas ricas biodiversidades, preparando-se para possíveis desafios que podem surgir devido a condições climáticas severas.
Resumo da Notícia
Resumo editorial produzido pela plataforma com apoio de inteligência artificial.