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Hezbollah reinicia ataques e intensifica conflito com Israel no Líbano

Grupo libanês lança mísseis e drones contra Israel, que responde com bombardeios em Beirute e sul do Líbano

Escalada no Oriente Médio

A retomada dos confrontos entre Hezbollah e Israel pode aumentar a instabilidade regional, afetando diretamente a segurança e a economia dos países vizinhos. A intensificação dos ataques eleva o risco de envolvimento de outras nações, impactando a população civil com possíveis deslocamentos e prejuízos socioeconômicos, além de dificultar esforços diplomáticos para a paz na região.
Projectiles fly in the sky after Iran fired a salvo of ballistic missiles at Israel amid ongoing hostilities between Hezbollah and Israeli forces, as seen from Tyre,  southern Lebanon October 1, 2024. Reuters/Aziz Taher/Proibida reprodução
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O grupo político-militar Hezbollah, do Líbano, voltou a lançar ataques com mísseis e drones contra Israel, nesta segunda-feira (2). Em resposta, Israel lançou novos ataques em diversas partes do Líbano, incluindo os subúrbios de Beirute, a capital do país.  

Este foi o primeiro ataque do grupo xiita desde o cessar-fogo costurado em novembro de 2024. Apesar do acordo, Israel tem feito ataques e incursões militares contra o território do Líbano. Tel Aviv alega atingir alvos do Hezbollah para evitar sua recuperação militar.

Em comunicado, o Hezbollah justificou os ataques contra uma das defesas antimísseis de Israel, na cidade de Haifa, como um ato “legítimo” de autodefesa, após 15 meses de violações do cessar-fogo pelo governo israelense.

“O inimigo israelense não pode continuar sua agressão de 15 meses sem uma resposta de advertência para que cesse essa agressão e se retire dos territórios libaneses ocupados”, diz o grupo xiita, aliado do Irã na região.

Ainda segundo o Hezbollah, o ataque foi também uma retaliação “pelo sangue puro do líder supremo dos mulçumanos”, o aiatolá Ali Khamenei, assassinado durante a agressão dos Estados Unidos (EUA) e Israel contra o Irã. 

O grupo xiita defendeu que as autoridades e os envolvidos “devem pôr fim à agressão israelense-americana contra o Líbano”.

A atual fase do conflito entre o Hezbollah e Israel teve inicio com a guerra na Faixa de Gaza, quando o grupo libanês começou a lançar ataques contra o norte israelense em solidariedade ao povo palestino. 

Após Israel assassinar os principais líderes do grupo libanês, entre eles o secretário-geral Hassan Nasrallah, infligindo pesadas perdas ao Hezbollah, foi costurado o cessar-fogo, que não foi respeitado por Israel. O país seguiu bombardeando e ocupando áreas do território libanês.

Governo do Líbano

O presidente do Líbano, Josefh Aoun, condenou a ação do Hezbollah afirmando que o lançamento de mísseis contra Israel mina os esforços do país para mantê-lo afastado dos conflitos militares do país.

“Embora condenemos os ataques israelenses em território libanês, alertamos que a utilização contínua do Líbano como plataforma para guerras por procuração que nada têm a ver conosco exporá mais uma vez o nosso país a perigos”, afirmou em comunicado

Israel

Também por meio de comunicado, as Forças de Defesa de Israel (FDI) afirmaram que o ataque do Hezbollah atingiu áreas civis, que “eles pagarão um preço alto” pela ação e que “os ataques continuam – e sua intensidade aumentará”.  

“Lançamos uma primeira onda ampla de ataques em Beirute e no sul do Líbano, visando importantes operativos, quartéis-generais e infraestrutura terrorista. Também estamos agindo para evacuar civis no sul do Líbano antes de novos ataques”, afirmou a FDI.

História

Apesar da atual fase da guerra entre Israel e o Hezbollah ser um desdobramento dos ataques à Gaza, o conflito entre a resistência libanesa e o Estado de Israel não começou com o 7 de outubro, mas sim em 1978. Nesse ano, os militares de Tel Aviv invadiram o Líbano ao perseguir a resistência palestina, que se refugiava no país vizinho.  

Em 1982, Israel invade novamente o Líbano e ocupa parte de Beirute, a capital do país, obrigando os militantes da Organização pela Libertação da Palestina (OLP) a fugir da região. Israel então cria uma área tampão e permanece ocupando o sul do Líbano até o ano 2000.  

O grupo Hezbollah surge como uma guerrilha – apoiada pelo Irã – que luta contra a ocupação militar de Israel no Líbano. Em 25 de maio de 2000, a resistência libanesa consegue expulsar Israel do país árabe. 

Houve ainda mais três campanhas militares de Israel contra o Líbano, em 2006, 2009 e 2011. A maior foi em 2006, durou cerca de 30 dias e matou mais de 10 mil civis.

Resumo da Notícia

O Hezbollah, organização político-militar do Líbano, retomou ataques contra Israel com o lançamento de mísseis e drones, em uma escalada do conflito que envolve o Oriente Médio. A resposta israelense foi rápida, com bombardeios em diversas regiões do Líbano, incluindo os arredores da capital, Beirute. O atual confronto se iniciou após um período de cessar-fogo, interrompido por ações militares israelenses no território libanês, que justificam como medidas para impedir o fortalecimento do Hezbollah. O grupo xiita alega agir em legítima defesa diante das agressões contínuas e em solidariedade ao Irã e ao povo palestino. Autoridades libanesas expressaram preocupação com a escalada, temendo que o país seja usado como palco para conflitos externos, enquanto as forças israelenses prometem intensificar os ataques contra alvos do Hezbollah. Este novo capítulo do conflito tem raízes históricas que remontam à invasão israelense do Líbano em 1978 e a resistência do Hezbollah, que emergiu para combater a ocupação e permanece como um ator central na região.

Resumo editorial produzido pela plataforma com apoio de inteligência artificial.

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