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Governo retira socorro financeiro a bancos em crise de projeto de lei

Mudança visa facilitar aprovação de proposta que moderniza intervenção do Banco Central em instituições financeiras

Mudança no socorro a bancos

A retirada do uso de recursos públicos para salvar bancos em dificuldades reforça a busca por soluções que protejam o sistema financeiro sem onerar o contribuinte. Essa decisão pode aumentar a estabilidade econômica ao priorizar mecanismos que envolvem diretamente as instituições financeiras, reduzindo riscos de impacto negativo para a população e para as contas públicas.
Brasília (DF) 13/05/2024 - O ministro da Fazenda, Fernando Haddad fala sobre a reunião entre o presidente Lula e o governador do RS, Eduardo Leite.Na reunião ficou decidido a suspensão da dívida do Rio Grande do Sul por 3 anos.
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A equipe econômica do governo federal concordou em retirar um dos pontos mais controversos do projeto de lei que aprimora os mecanismos de intervenção no Banco Central (BC) em instituições financeiras em crise.

A mudança envolve a exclusão da possibilidade de uso de recursos públicos para socorrer instituições financeiras em crise. A medida enfrentava forte resistência entre parlamentares, inclusive do PT.

De acordo com o ministro da Fazenda, Fernando Haddad, o texto agora está “maduro” e pode avançar no Congresso Nacional. Segundo ele, o governo decidiu suprimir esse trecho porque o projeto prevê outros mecanismos para lidar com situações extremas em bancos.

"Nós concordamos em suprimir esses dispositivos porque eles realmente não são necessários. Numa situação extrema conforme está previsto ali você tem outros mecanismos. Então nós concordamos e falamos com o líder do PT também, o líder do governo e acredito que há clima para prosperar", declarou Haddad nesta quarta-feira (18), após reunião com o presidente da Câmara, Hugo Motta.

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Mudança de rumo

A retirada do dispositivo marca uma inflexão na posição da equipe econômica, que anteriormente defendia a possibilidade de apoio da União como parte do modelo de resolução.

A revisão ocorreu diante da dificuldade de aprovação no Congresso e de críticas sobre o uso de dinheiro público sem necessidade de aval legislativo. As resistências aumentaram após a repercussão negativa da liquidação do Banco Master.

Após reunião com o presidente da Câmara, Hugo Motta, Haddad afirmou que há ambiente político favorável para a tramitação da proposta. O ministro, no entanto, evitou cravar uma data para a aprovação, já que está saindo do cargo.

Regras do projeto

Apresentado em 2019, o projeto busca modernizar os mecanismos para lidar com crises no sistema financeiro e reduzir riscos de contaminação econômica mais ampla .

A lógica é priorizar soluções de mercado antes de qualquer intervenção estatal. Entre os instrumentos previstos estão:

  • Regime de estabilização para intervenção preventiva do Banco Central;
  • Mecanismo de “bail-in”, com absorção de prejuízos por investidores;
  • Conversão de dívidas de instituições financeiras em ações;
  • Criação de fundo financiado pelo próprio sistema financeiro.

Despedida

Na última semana no cargo, Haddad reuniu-se nesta tarde com os presidentes do Senado e da Câmara. Segundo ele, os encontros serviram para ele despedir-se do cargo e agradecer o apoio durante sua gestão e se despedir do cargo.

Segundo o ministro, o avanço da agenda econômica contou com parceria do Congresso ao longo do período.

"Fui pela manhã na residência oficial do Senado. Me despedi e agradeci ao presidente Davi Alcolumbre. E fiz agora o mesmo com o presidente Hugo Motta: agradecer e me despedir. Acho que entregamos uma agenda importante para o País e os resultados têm que ser compartilhados com quem nos ajudou a chegar até aqui. O Congresso foi muito parceiro", afirmou.

Resumo da Notícia

O governo federal decidiu eliminar do projeto de lei a possibilidade de usar recursos públicos para socorrer bancos em dificuldades, atendendo a críticas e resistências no Congresso Nacional. A medida, que enfrentava oposição inclusive dentro do PT, foi retirada após entendimento de que existem outros mecanismos previstos para enfrentar crises financeiras, como o regime de estabilização e o mecanismo de bail-in. O ministro da Fazenda, Fernando Haddad, avaliou que o texto está mais maduro e com ambiente político favorável para avançar, embora não tenha fixado prazo para aprovação. O projeto, apresentado em 2019, busca modernizar as ações do Banco Central frente a crises no sistema financeiro, priorizando soluções de mercado e diminuindo riscos de contaminação econômica. A retirada do dispositivo ocorre em meio à despedida do ministro Haddad, que agradeceu o apoio do Congresso durante sua gestão.

Resumo editorial produzido pela plataforma com apoio de inteligência artificial.

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