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Governo propõe zerar ICMS do diesel importado para conter alta

União sugere que estados suspendam imposto temporariamente e oferece compensação fiscal

Alívio no preço do diesel

A suspensão temporária do ICMS sobre o diesel importado pode reduzir o custo do combustível, beneficiando setores como transporte e logística, fundamentais para a economia. Essa medida busca evitar aumentos generalizados nos preços de produtos e serviços, além de prevenir interrupções no abastecimento causadas por greves, garantindo maior estabilidade para consumidores e empresas.
Caminhoneiros aguardam para descarregar no Porto de Santos (SP)
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A União propôs que estados e o Distrito Federal zerem temporariamente o Imposto sobre a Circulação de Mercadorias e Serviços (ICMS) sobre a importação de diesel para conter a alta dos preços dos combustíveis. Em contrapartida, a União se compromete a compensar 50% da perda de arrecadação.

A medida foi apresentada pelo secretário-executivo do Ministério da Fazenda, Dario Durigan, durante reunião do Conselho Nacional de Política Fazendária (Confaz), nesta quarta-feira (18).

Órgão que reúne os secretários estaduais de Fazenda, o Confaz teve um encontro virtual para discutir medidas para conter a alta do diesel após o início da guerra no Oriente Médio.

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Impacto fiscal

Segundo a equipe econômica, a zeragem do imposto pode gerar renúncia de cerca de R$ 3 bilhões por mês para os estados. Desse total, R$ 1,5 bilhão seria coberto pelo governo federal.

A proposta prevê que a medida tenha caráter temporário, com validade até 31 de maio. O impacto total pode chegar a R$ 6 bilhões no período, sendo metade arcada pela União.

Pressão externa

A iniciativa ocorre em meio à disparada dos preços do petróleo no mercado internacional, impulsionada pela guerra envolvendo Estados Unidos, Israel e Irã. O aumento tem pressionado os custos do diesel no Brasil, que depende de importações para cerca de 30% do consumo.

Segundo Durigan, o preço do diesel importado tem se descolado do valor praticado no mercado interno, o que pode comprometer o abastecimento.

Negociação

A decisão final depende dos governadores e deve ser discutida até o próximo dia 27, quando o Confaz realiza reunião presencial em São Paulo. A proposta surge após resistência inicial de estados a cortes de ICMS sem compensação financeira.

O governo federal afirmou que não pretende impor a medida, como ocorreu em 2022, quando o governo anterior reduziu o ICMS dos combustíveis e deixou para o atual governo compensar, em 2023, os prejuízos dos estados. O número dois da Fazenda destacou a importância do diálogo federativo.

“A nossa orientação é fazer isso, caso os estados concordem, porque isso é muito importante para garantir o abastecimento, para discutir essa oferta forte e firme de diesel no País”, declarou o secretário-executivo da Fazenda.

“Esses são os melhores esforços que a gente pode fazer dentro da linha que eu dei: responsabilidade fiscal, responsabilidade com a população, responsabilidade regulatória.”

Outras medidas

A proposta complementa ações já anunciadas pelo governo, como a redução de tributos federais, como o Programa de Integração Social (PIS) e a Contribuição para o Financiamento da Seguridade Social (Cofins) sobre o diesel e subsídios à produção interna.

Além disso, foi aprovado um acordo entre a Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis (ANP) e 21 estados para compartilhamento em tempo real de notas fiscais de combustíveis, com o objetivo de reforçar a fiscalização e coibir abusos de preços.

Segundo Durigan, seis estados – Alagoas, Amazonas, Mato Grosso, Paraná, Santa Catarina e São Paulo – pediram mais tempo para avaliar o acordo com a ANP.

Risco de greve

O tema ganha urgência diante da possibilidade de uma paralisação nacional de caminhoneiros, em meio à alta do diesel. O governo tenta evitar impactos no abastecimento e na inflação, cenário semelhante ao observado na greve de 2018.

A equipe econômica afirma que as medidas buscam equilibrar responsabilidade fiscal com a necessidade de proteger consumidores e garantir oferta de combustível no país.

Resumo da Notícia

O governo federal propôs que estados e o Distrito Federal suspendam temporariamente o ICMS sobre o diesel importado, visando conter a escalada dos preços do combustível. A medida, com validade prevista até 31 de maio, prevê que a União compense metade da perda arrecadatória dos entes federativos, estimada em cerca de R$ 3 bilhões mensais. A iniciativa busca mitigar os impactos da alta do petróleo no mercado internacional, influenciada pela guerra no Oriente Médio, que elevou os custos do diesel no Brasil, dependente de importações para aproximadamente 30% do consumo. A decisão final será debatida em reunião do Confaz, com atenção para o equilíbrio entre responsabilidade fiscal e garantia do abastecimento. Além disso, o governo avança em outras ações, como redução de tributos federais e parcerias para fiscalização de preços, em meio ao risco de paralisação dos caminhoneiros, que poderia afetar a economia e a população.

Resumo editorial produzido pela plataforma com apoio de inteligência artificial.

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