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Governo prioriza fim da escala 6x1 e direitos de trabalhadores de aplicativos

Ministro Guilherme Boulos destaca esforços para garantir descanso semanal e regular taxa de plataformas digitais

Reformas Trabalhistas e Sociais

As propostas do governo para limitar jornadas de trabalho e regulamentar direitos de trabalhadores de aplicativos refletem avanços significativos na proteção laboral, buscando equilibrar condições justas sem prejudicar a economia. A inclusão das hidrovias em programas de desestatização, com diálogo às comunidades indígenas, demonstra atenção a impactos sociais e ambientais, enquanto a criação do Ministério da Segurança Pública indica foco em políticas integradas para segurança e bem-estar social.
São Paulo (SP), 23/02/2026 - Ministro Guilherme Boulos participa da estreia do programa Alô Alô Brasil do jornalista Datena na rádio Nacional, nos estúdios da Empresa Brasil de Comunicação (EBC).
Foto: Paulo Pinto/Agência Brasil
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O ministro da Secretaria-Geral da Presidência da República, Guilherme Boulos, voltou a afirmar nesta segunda-feira (23) que acabar com a escala 6x1 é uma das principais prioridades do governo federal este ano.

“A proposta que nós estamos defendendo, junto com o [presidente Luiz Inácio] Lula  é o fim da escala 6x1, ou seja, no máximo 5x2. No mínimo, o trabalhador ter dois dias de descanso por semana livres e reduzir a jornada máxima para 40 horas semanais sem redução de salário”, explicou.

Durante a participação na estreia do programa Alô Alô Brasil, da Rádio Nacional, veículo da Empresa Brasil de Comunicação (EBC), Boulos disse que há muita resistência de empresários contra a medida, mas que já era esperado, à exemplo de outros avanços históricos como a implantação do salário mínimo, do 13º salário ou férias remuneradas.

 

“Eu nunca vi patrão defender aumento de direito do trabalhador. Ele sempre vai ser contra, sempre vai contar um monte de lorota dizendo que vai acabar [com a economia]. O fato é que tudo isso foi aprovado historicamente no Brasil e a economia não ruiu”, afirmou.

Boulos disse ainda que aprovar a PEC da Segurança Pública também é prioridade para que um Ministério da Segurança Pública possa ser criado com atribuições estabelecidas por lei.

A garantia de direitos do trabalhador de aplicativos de transporte também está entre um dos esforços do governo federal para este ano, destacou o ministro. 

Para ele é necessário estabelecer taxas de percentual fixas a serem repassadas às empresas que operam os aplicativos, para que o trabalhador não seja lesado.  

“A empresa só faz a intermediação tecnológica. Liga o passageiro ao motorista, faz a gestão de um aplicativo, ela não troca um pneu, não tem um carro, não dirige, e de cada viagem ela fica com 50% do lucro do trabalhador. Isso é inaceitável”, disse.

De acordo com o ministro, o debate se estende aos entregadores por aplicativo. No final do ano passado, a pasta liderada por Boulos anunciou a criação de um grupo de trabalho para formular propostas de regulação trabalhista para a categoria.

A participação do ministro Guilherme Boulos no programa de estreia comandado pelo jornalista José Luiz Datena foi transmitida ao vivo dos estúdios da Rádio Nacional, em São Paulo. 

Hidrovias

O ministro informou que retorna ainda nesta segunda-feira a Brasília para uma reunião com lideranças indígenas do estado do Pará que protestam contra o Decreto nº 12.600, de agosto de 2025, que inclui as hidrovias dos rios Madeira, Tocantins e Tapajós no Programa Nacional de Desestatização (PND).

No final de semana, representantes do Conselho Indígena Tapajós e Arapiuns (Cita) ocuparam o escritório da multinacional Cargill, que opera no Porto de Santarém, no Pará, exigindo a revogação do decreto, por considerarem que os efeitos de medida ameaçam o meio ambiente e a soberania alimentar dos povos.

“Eu tenho defendido que o governo atenda a pauta indígena e eu acho que tem possibilidade real disso acontecer. Eu acredito que hoje vamos ter notícias boas sobre isso”, adiantou Boulos.

Ao ser questionado sobre uma medida mais efetiva, como a revogação do decreto, o ministro disse que a decisão ainda passará pelo debate com outros ministérios que participaram da construção do decreto. 

“Esse decreto foi publicado antes de eu entrar no governo, mas te adianto que a minha defesa é que a gente consiga atender à reivindicação deles que é justa e necessária”, afirmou.

Resumo da Notícia

O ministro da Secretaria-Geral da Presidência, Guilherme Boulos, reafirmou que eliminar a escala 6x1 é uma meta central do governo federal, propondo no máximo cinco dias de trabalho seguidos com dois dias de descanso e redução da jornada para 40 horas semanais sem cortes salariais. Ele ressaltou a resistência empresarial, mas destacou avanços históricos similares que não prejudicaram a economia. Além disso, Boulos enfatizou a criação do Ministério da Segurança Pública como prioridade e destacou a necessidade de regulamentar os direitos dos trabalhadores de aplicativos de transporte e entrega, visando estabelecer taxas fixas para evitar exploração. Em outra frente, o ministro se comprometeu a dialogar com lideranças indígenas do Pará sobre o decreto que inclui hidrovias no Programa Nacional de Desestatização, buscando atender às demandas ambientais e sociais dessas comunidades. A participação de Boulos no programa Alô Alô Brasil trouxe ainda a promessa de avanços nas políticas de proteção social e trabalhista para 2024.

Resumo editorial produzido pela plataforma com apoio de inteligência artificial.

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